sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Momento Especial


A grande maioria de nós, humanos, espera da vida sempre mais do que na verdade merece. Imaginamos e queremos resultados imediatos, sempre favoráveis.
Levamos a vida sempre em ritmo acelerado ou ao contrário, em total inércia, esquecemos de prestar atenção em tantos fatos aparentemente sem importância, mas que podem nos mostrar a realidade, apontar-nos um caminho e deixar claro que a vitória só depende de nós.
Quando passamos a observar os fatos do presente (do agora) e tentamos compreendê-los, podemos alcançar a essência da bondade de Deus.
O momento especial é o despertar para a vida. É entender a importância de viver o agora. É poder sentir a necessidade de compartilhar, de doar. É não ter receio de avançar e desvendar sua própria inteligência. É buscar sempre novas formas para evoluir. É vencer todos os obstáculos com firmeza. É acreditar em suas possibilidades. É saber ser paciente, humilde, seguro. É fugir dos preconceitos e das discriminações. É estar com a consciência aberta, pronta para cumprir o que foi determinado pelo Pai, aqui ou em qualquer outra morada.
Deus, nosso amigo maior, foi generoso demais comigo, paciente ao extremo. Deixou que o equilíbrio pudesse fazer parte do meu dia-a-dia, para só assim colocar em minhas mãos, no meu caminho, minhas tarefas. Hoje, compreendo desta maneira e você que está perdido, descrente, pode começar a entender já.
Podemos transformar qualquer momento difícil, amargo, em um momento especial. Basta permitirmos que Ele conduza a nossa vida conforme a Sua vontade.
Devemos viver o momento especial com alegria, segurança, amor, acreditando na vontade de Deus, tendo a total convicção de estarmos no lugar certo, vivendo e cumprindo o nosso papel na Terra. Devemos ainda aguardar a nossa passagem para outras dimensões, na absoluta certeza de que a vida continua e que os sentimentos verdadeiros não morrem jamais.
Escrito por Maria de Nazaré de Melo e Silva
PAZ E LUZ!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Espiritualidade e saúde



Ter uma crença religiosa influencia na saúde?

Em 1947, a Organização Mundial da Saúde definiu – um avanço para a época – que “a saúde não é apenas a ausência de doença, mas o estado mais completo de bem-estar físico, psíquico e social”. Desde então o conceito evoluiu muito, pois novas dimensões do homem têm sido consideradas e que muito afetam o seu bem-estar.
Um importante aspecto do homem integral, a espiritualidade, tem sido negligenciado pela nossa cultura orientada pelo reducionismo materialista. Entretanto, cientistas de vários ramos da ciência, como antropólogos, médicos, biólogos, filósofos, físicos etc. têm demonstrado que a religiosidade e, consequentemente, a espiritualidade é intrínseca ao homem. Alguns estudos chegaram ao ponto de levantar a hipótese de que nossa configuração cerebral, determinada por nossos genes, compeliu o homem à crença em Deus e na alma. E que esta função teria grande importância evolucionária, pois foi a partir dela que o homem tornou-se gregário e veio a desenvolver a fala. Em outras palavras, foi a religiosidade inata que nos fez tal como somos.
Conquanto haja tais constatações, cientistas agnósticos e ateus insistem em atribuir tais características ao acaso, esse extraordinário Acaso que teceu o fio condutor da evolução das espécies até o homem, e determinou leis perfeitas que sustentam o Universo. Talvez Acaso seja o novo nome de Deus.
Grandes centros acadêmicos de pesquisa em todo o mundo, incluindo Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos e até mesmo o Brasil têm realizado estudos e pesquisas sobre saúde e espiritualidade. Dentro do mais acurado rigor científico pesquisam como a oração, a fé, a religião, isto é, a espiritualidade, desempenha importante papel na manutenção da saúde e do bem-estar, assim como na recuperação mais célere das enfermidades. No Brasil, os estudos têm sido realizados em várias Universidades, principalmente nas públicas, como USP, UNIFESP, UNICAMP, UNESP, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do R. G. do Sul e Universidade de Brasília.
Nos Estados Unidos, destaca-se o Duke’s Center para estudos da Religião e da Espiritualidade, da renomada Universidade de Duke. Merece citação os trabalhos de pesquisa liderados pelo seu diretor, o médico Harold Koenig, Ph. D, e que é autor do livro já traduzido para o vernáculo, “Manual de Religião e Saúde”.
Os trabalhos de Harold Koenig têm demonstrado inequivocamente que “os praticantes ativos de uma crença podem obter benefícios físicos e mentais, entre eles, um sistema imunológico mais resistente e menor propensão a determinadas doenças, bem como melhor capacidade de recuperação de enfermidades”.
O médico Fernando Lucchesse, doutor em cardiologia e professor dos cursos de mestrado e doutorado da Universidade Federal do R. G. do Sul, define saúde de uma forma muito mais completa: diz que é o bem-estar físico, psíquico, familiar, financeiro, profissional, ambiental e espiritual. Refere que 70% das mortes ocorrem em decorrência de três epidemias que vivenciamos na atualidade: aterosclerose, depressão e neuroses, que por sua vez têm decisivo impacto nas causas de infarto, acidentes vasculares cerebrais e câncer.
O Dr. Lucchesse afirma que a alma doente adoece o corpo e que, em especial, o “trio maléfico” composto pela raiva, inveja e vaidade são os maiores vilões. Diríamos nós que este trio está presente em todos aqueles que inconsciente ou conscientemente praticam o egoísmo, tido pelo Espiritismo, juntamente com o orgulho, como razão principal para a infelicidade humana.
Se viver é a arte do encontro, o mais importante encontro é conosco mesmo, com a nossa realidade essencial. E a espiritualidade faz parte desta realidade, conquanto preterida e ignorada pela insana adesão aos falsos valores do ter a todo custo, do consumismo compulsivo e da comparação com os outros (inveja).
O despertar da espiritualidade e o seu cultivo far-nos-á reconciliados, serenos, mais saudáveis e, sobretudo, mais felizes com o que temos e com o que somos. Não é o que as religiões dizem, mas o que a ciência está a reconhecer e recomendar. “Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” Jesus - Mateus 6, 33.


Luiz Antônio de Paiva é médico psiquiatra e vice-presidente da Associação Médico-Espírita de Goiás.

PAZ E LUZ!


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Sexualidade em equilíbrio


O medo de assumir, revelar ou definir sua própria sexualidade ainda é, nos dias atuais, o principal motivo dos conflitos sexuais. O número de pessoas que não sabem conviver de maneira equilibrada com suas emoções é muito maior do que qualquer resultado apresentado em pesquisas. Existem pessoas que passam a vida toda escondendo suas vontades e necessidades, sofrendo sem procurar ajuda.
Noções de moral e decência que foram apresentadas durante séculos como leis e que puniram severamente aqueles que ousaram viver fora desses padrões ainda prejudicam de forma assustadora, inibindo o próprio conhecimento da sexualidade. Na infância, as proibições e a falta de tato para desenvolver os sentimentos, as formas de comportamento e os anseios levam as crianças a imaginar e procurar uma forma de fazer um inocente ato por pura curiosidade, sem esclarecimento algum.
Já na adolescência, quando os desejos começam a explodir, as informações são omitidas e os anseios contidos, com a desculpa de que é muito cedo para se falar ou tocar no assunto. A grande maioria dos pais não se sente à vontade para conversar com os filhos e, com isso, eles absorvem as informações com os colegas e pelos meios de comunicação. Alguns pais, mesmo não sabendo definir sua sexualidade, procuram impor aos filhos uma postura igual à sua, criando sentimentos mesquinhos e gerando uma onda de preconceitos e desvios de conduta.
Incentivar o conhecimento do corpo e modernizar os ensinamentos não é vulgarizar a sexualidade. Essa exploração sexual que estamos acostumados a presenciar através dos meios de comunicação e com total clareza pela internet jamais poderá mostrar o que nós, humanos, realmente precisamos aprender sobre o assunto. A mídia usa e trata a questão da sexualidade como uma mercadoria, oferecendo-a para venda. A divulgação invade os endereços eletrônicos com pornografias explícitas.
Ora, a sexualidade não é um produto, um órgão, um sinal de procriação, nem tampouco uma sensação puramente física, mas é uma força, uma energia, uma bênção divina, um caminho para o progresso espiritual. Através dessa força que emana do íntimo de cada um, é possível realizar o melhor de todos os nossos talentos com infinito prazer. Imaginar que a sexualidade é apenas uma necessidade biológica rejeita os mais nobres conhecimentos do assunto. A predominância do instinto sobre os sentimentos sempre trará resultados traumáticos, possibilitando um aumento considerável dos desvios e crimes sexuais.

Rumo ao progresso espiritual
Sendo assim, devemos trabalhar a sexualidade do mesmo jeito que trabalhamos nossos sentimentos, por várias razões. O mais importante é que ela seja sempre uma manifestação de amor, respeito e força divina. Quando não há equilíbrio entre sentimento e sensação, corpo e mente, instinto e razão, corremos o risco de cometer excessos. Quando permitimos que os desejos grosseiros superem a suavidade de um gesto, perdemos o controle da situação. Quando procuramos o conhecimento fútil, ficamos muito mais embaraçados. Porém, quando há serenidade dentro de nós, quando entendemos e distribuimos essa força com equilíbrio, não por interesses puramente mundanos, mas para fortalecermos nossa alma, certamente atingimos um nível louvável de prazer.
Podemos escolher a melhor forma de utilizar essa fonte de energia ao melhorarmos nosso comportamento, permanecendo vigilantes, combatendo os perigos e tentações, evitando influências maldosas e sustentando uma decisão firme de evitar os excessos.
Existem pessoas crentes de que seu vigor e vitalidade são uma espécie de diploma. Tentam mostrar suas habilidades de todas as maneiras, começando a desencadear as ondas de crimes com excessos de atos libertinos e vulgares. Na maioria dos crimes sexuais, a confiança entre a vítima e o acusado parece ser sólida, pois eles geralmente acontecem entre os membros de uma família ou de pessoas próximas. A perversidade de alguns crimes chega a destruir muitos lares, acabando com a paz de toda a família.
A sexualidade pode permanecer adormecida ou aflorar de forma devastadora, prejudicando seriamente o caminho da evolução. Ninguém pode imaginar que está livre de passar por uma situação de descontrole físico. As qualidades morais bem definidas, o controle, o conhecimento do corpo, das sensações e dos vícios da carne eliminam o crescimento dos abusos, dos erros e da ignorância sobre seus próprios valores. O ser humano é um aprendiz constante de suas emoções.
É preciso acompanhar o desenvolvimento sexual e suas tendências a partir dos primeiros anos de existência, ajudando o novo ser a entender melhor seu corpo, suas energias e seus sentimentos. Precisamos uns dos outros em todas as etapas da vida, bem como de esclarecimentos convincentes, reconhecendo que a sexualidade significa muito mais do que procriação ou relação sexual.
Algumas pessoas usam atitudes preconceituosas para julgar a sexualidade (o comportamento) de um semelhante. Acreditam ter razões morais e entendimento para exclui-lo, ironizá-lo, desmoralizá-lo e condená-lo. Mas quem somos nós para julgarmos e condenarmos um irmão? Quem somos nós para perturbarmos a paz de casais que não fazem parte da tradição de nossa sociedade, que não se submetem a rituais religiosos, mas que vivem com harmonia, respeito e amor?
O que realmente interessa para desenvolver a sexualidade de uma forma sadia é amor, respeito, conhecimento, confiança, equilíbrio, cumplicidade e crescimento em conjunto, desejando o bem de seu semelhante em todos os momentos.
                                        
Escrito por Maria de Nazaré de Melo e Silva

PAZ E LUZ!

sábado, 23 de outubro de 2010

As várias faces da ansiedade


Freud, o grande pesquisador da mente humana, já deduzira a mesma coisa ao afirmar: “O problema da ansiedade é um ponto de junção, ligando todas as espécies de questões mais importantes; um enigma, cuja solução deve inundar de luz toda a nossa vida mental.” No nosso inelutável enfrentamento com o desconforto da ansiedade, pois ela é inerente à vida, é que está a raiz dos nossos problemas. Frequentemente adotamos atitudes disfuncionais, como tentar esconder a ansiedade ou negá-la, deslocá-la de objeto e outros mecanismos de defesa. Não raro, ela é a causa oculta dos transtornos alimentares, das dependências químicas, das atitudes auto-sabotadoras, como também é responsável pela busca de alívio em atividades como o jogo patológico, comprar compulsivamente, sexo compulsivo e até mesmo o trabalho excessivo que é a fuga mais bem aceita socialmente. Desta forma, acostumamo-nos a sempre ver a ansiedade como uma coisa negativa, um erro evolucionário.

Entretanto, a ansiedade é imprescindível a nossa sobrevivência e crescimento, sendo responsável pelas grandes conquistas da civilização humana. Assim, temos duas faces da ansiedade que são naturais e legítimas, como a ansiedade natural e a ansiedade existencial, esta ligada à consciência da nossa própria mortalidade e aos questionamentos filosóficos e religiosos que fazemos com relação à razão e propósito da vida. A outra face, por vezes distorcida e hedionda, é a da ansiedade patológica ou neurótica, pois geradora de sofrimentos físicos e mentais de monta.

A ansiedade natural origina-se da nossa consciência de sermos seres vulneráveis num mundo potencialmente ameaçador à nossa integridade e bem-estar. Ela é adequada e proporcional à situação que enfrentamos, e desaparece tão logo o objeto ou situação que a motivou é reconhecido e tratado. Na vida pós-moderna, é muito fácil a transformação da ansiedade natural em neurótica ou patológica. A dura realidade que enfrentamos implica num estresse que às vezes não é possível suportar. Enfrentamos a tensão de ganhar a vida num contexto extremamente competitivo, dentro de uma economia globalizada, em rápida mudança tecnológica e mesmo em suas regras e parâmetros. Criamos nossos filhos numa sociedade exigente, regida por valores consumistas e individualistas, que tendem a separar as famílias.

A ansiedade neurótica provoca-nos um estado generalizado de alerta, em que reagimos desproporcionalmente à percepção de uma ameaça real ou imaginária ao nosso bem-estar. Suas formas mais brandas, a que damos o nome de estresse, tensão e preocupação, causam-nos irritabilidade, agitação e mal estar físico. Se estabelecida cronicamente, leva a uma hiperativação do sistema nervoso que costuma provocar estados de esgotamento e depressão. Em casos mais graves provoca sintomas físicos agudos e ataques de pânico, quando a pessoa, em intenso sofrimento, tem a sensação de que vai morrer ou ficar louca.

A ansiedade existencial ou espiritual é pouco falada, mas não é menos real. Não raro, se ignorada e varrida para debaixo do tapete, transforma-se em formas graves de ansiedade patológica. Esta face mais sutil e profunda da ansiedade estimulou o ser humano a adentrar mais decisivamente o terreno da filosofia, da ética e da religião.



Dr. Luiz Antonio de Paiva

PAZ E LUZ!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O perispírito e o mundo espiritual


O espírito, em si, não tem forma definida e transcende a matéria. É como que uma centelha divina, um “clarão”. A origem de todos os espíritos está na Causa Primária de tudo, no Absoluto, em Deus. Para que o espírito possa se manifestar nos planos materiais, desde os mais sutis até os mais densos, como é o nosso caso, ele precisa de “corpos”. Para poder se expressar neste nível físico denso, precisa do corpo carnal. Mas entre o espírito, que não tem forma definida, e o corpo físico, existem outros corpos que são intermediários, pois a natureza não dá saltos, tudo é gradativo.

O perispírito é um corpo sutil, que toma a forma humana e pode se apresentar em variados graus de densidade energética. É invisível aos olhos do corpo, mas através da clarividência podemos “vê-lo”. As energias que partem das camadas mais profundas do Ser até o corpo físico (e vice-versa) passam pelo perispírito.

Quando vemos um espírito, seja em sonhos ou em estado de vigília, é o perispírito dele que enxergamos.

Hoje, seu corpo mais denso de expressão é o corpo físico. Quando você desencarnar, será através do perispírito que você se manifestará, pois ele não desaparece com a morte do corpo carnal.

Vejamos o que diz O Livro dos Espíritos, obra básica para entendermos a codificação espírita:

“Os seres materiais constituem o mundo visível ou corporal e os seres imateriais o mundo invisível ou espírita, quer dizer, dos espíritos.

O mundo espírita é o mundo normal, primitivo, eterno, preexistente e sobrevivente de tudo.

O mundo corporal não é senão secundário; poderia cessar de existir, ou não ter jamais existido, sem alterar a essência do mundo espírita.

Os espíritos revestem, temporariamente, um envoltório material perecível, cuja destruição, pela morte, os torna livre.

Entre as diferentes espécies de seres corpóreos, Deus escolheu a espécie humana para a encarnação dos espíritos que atingiram um certo grau de desenvolvimento, o que lhe dá a superioridade moral e Intelectual sobre os outros.

A alma é um espírito encarnado, do qual o corpo não é senão um envoltório.

Há no homem três coisas: 1º – O corpo ou ser material análogo aos dos animais e animado pelo mesmo princípio vital; 2º – A alma ou ser imaterial, espírito encarnado no corpo; 3º – O laço que une a alma ao corpo, princípio intermediário entre a matéria e o espírito.”

Não tenha medo dos espíritos. Você é um espírito. Está encarnado neste corpo e esqueceu que a vida é eterna!

Amigos de outras existências estão te esperando no plano espiritual. Outros encarnaram com você. Não existe castigo eterno, pois Deus é a infinita Bondade.



Escrito por Victor Rebelo

PAZ E LUZ!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Vídeo 8 de 8 - Ovóides

video 7 de 8 - Projeção do corpo mental

video 6 de 8 - Projeção astral

video 5 de 8 - Projeção - Cordão de prata

video 4 de 8 - Chakras e seus respectivos orgãos

video 3 de 8 - Chakras e microtúbulos

video 2 de 8 - chakras

domingo, 12 de setembro de 2010

Evolução


Evolução significa desenvolver algo que já existe em potencial. Ou seja, evoluir espiritualmente significa manifestar, de forma gradativa, todo o potencial que existe em nós...

Em biologia, evolução é a mudança das características hereditárias de uma população, de uma geração para outra. Este processo faz com que os organismos mudem ao longo do tempo. A seleção natural é um processo pelo qual características hereditárias que contribuem para a sobrevivência e reprodução se tornam mais comuns numa população, enquanto que características prejudiciais tornam-se mais raras.
O termo evolução vem do latim evolutio, que significa “desabrochamento”. Segundo o dicionário Aurélio, evoluir significa “evolver, passar por transformações”.
Sob a ótica espírita, quando falamos que o espírito evolui desde os primórdios de suas ligações com a matéria, não significa que cada átomo, cada planta ou cada micróbio seja um espírito, mas, que esses reinos primitivos são o molde, a base por onde o princípio inteligente se manifesta a fim de desenvolver-se. É como o casulo da borboleta. Antes, ela só existia como lagarta! Ou seja, tudo na natureza se encadeia para que o espírito realize vôos mais altos, rumo ao infinito. Sem o reino animal, o princípio inteligente não teria desenvolvido o instinto, essa força da natureza que é à base da nossa manifestação como seres humanos. É “cuidando do ninho” que são desenvolvidas as primeiras noções de família, para, posteriormente, as transformarmos em sentimento de amor para conosco (autoestima) e com a família universal.
Evolução significa desenvolver algo que já existe em potencial. Ou seja, evoluir espiritualmente significa manifestar, de forma gradativa, todo o potencial que existe em nós. Somos centelhas divinas. Somos a própria manifestação de Deus. Quando amamos, é o amor divino que está em ação. Portanto, trazemos em nossa essência o “código genético do Pai”. Apenas precisamos nos iluminar, nos conhecermos em profundidade para que a grande reforma espiritual se realize e o brilho interno da nossa consciência se manifeste.
Resumindo: sem autoconhecimento não é possível a reforma íntima. “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”. A Verdade está além dos livros, além da razão, da mente. A verdade é nossa realidade maior, é Deus em toda sua Plenitude. Este caminho é eterno, infinito, e a cada passo um novo horizonte se abre diante de nós.
Escrito por Victor Rebelo

Paz e Luz!

sábado, 11 de setembro de 2010

Sociedade erotizada



O que há de errado com o comportamento sexual das pessoas no Ocidente? Por que vivemos nesse excesso de erotismo?

Quando vejo, hoje em dia, matérias na televisão sobre gravidez na adolescência, AIDS, abortos e separações, fico a pensar no processo de erotização que todos nós temos sofrido há muito tempo.
Quando estive na Índia, em 1994, bem como em países árabes, como o Egito, em 1993, fiquei sabendo que nesses países a virgindade ainda é importante, antes do casamento, diferentemente do que temos nos países ocidentais. E que o índice de AIDS e abortos é bem menor por lá. Sem falar que não há tantas adolescentes grávidas, nem pais precoces e despreparados para educar seus filhos.
Tudo isso me leva a refletir acerca de nosso passado distante, no tempo do homem das cavernas.
A expectativa de vida do Homem de Neandertal, por exemplo, o conhecido homem das cavernas, que surgiu por volta de 200 mil anos atrás e desapareceu por completo há mais ou menos 50 mil anos, era de cerca de 20 anos de idade. É a idade com que alguns jovens hoje entram na faculdade. Eles viviam em geral muito pouco. Morriam de várias doenças e atacados por animais ferozes. Não havia medicamentos, médicos, nem hospitais. Um ferimento não costurado era capaz de causar uma hemorragia incontida e levar à morte.
Hoje a expectativa de vida dos brasileiros já passa dos 70 anos, e não é das maiores. Quanta diferença.
A fêmea neandertal já era fértil aos doze ou treze anos de idade, e engravidava possivelmente uma vez por ano, sem ter muitas vezes um pai único para seu filho, pois ainda não havia o casamento como hoje conhecemos e chamamos de monogâmico. E a maioria de seus filhos não sobrevivia. Poucos chegavam aos 50 anos. E isso era excepcional, e o homem de 50 anos já era considerado ancião. É a minha idade hoje, e não me sinto velho.
Na antiguidade, e até a Idade Média, ainda eram comuns as meninas se casarem com quatorze ou quinze anos. E com o passar do tempo a idade foi aumentando, à medida que a expectativa de vida também aumentava.
Hoje, são raras as mulheres que se casam antes dos 20 anos. E a tendência, principalmente das que fazem faculdade, é de se casarem lá pelos 30 anos ou mais.
Todavia, mesmo com o aumento da expectativa de vida do ser humano, e da elevação da idade para o casamento, no Ocidente as pessoas iniciam a vida sexual cada vez mais jovem, muitas vezes com 12, 13 ou 14 anos apenas. Alguma coisa está fora do rumo nessa estória.
Crianças e adolescentes hoje começam a fazer sexo com a mesma idade dos homens de Neandertal. Mas a época deles era outra, e a vida deles eram curtas demais. Eles não estudavam, e seu trabalho era apenas caçar, coletar frutos e raízes e encontrar uma boa caverna para morar, principalmente para dormir.
O que há de errado com o comportamento sexual das pessoas no Ocidente?
Os índios não fazem sexo antes do casamento. Os homens antigos não faziam sexo antes do casamento. O sexo estava para eles no seu devido lugar. O lugar que a natureza lhes reservou: Procriação.
É claro que hoje vemos as coisas de modo um pouco diferente. O sexo também contribui para aumentar os laços afetivos, amorosos, unir os casais, fazer brotar o amor...
No mundo primitivo, no qual viviam nossos irmãos neandertais, ainda não se usavam roupas, mas apenas peles de animais por cima do corpo, isso nas regiões frias. Antes disso as pessoas andavam nuas. Mas não havia o sentido de erotismo que há hoje. Um homem não ficava ansioso para ver um seio à mostra, nem uma mulher ficava eufórica quando via regiões mais íntimas dos homens. Tudo isso era comum, era cotidiano, era natural, como entre os índios.
Depois que passamos a usar roupas mais fechadas, o corpo foi gradativamente sendo escondido, até chegar ao ponto de, em algumas regiões frias da Europa, não se poder ver quase nada do corpo, mas somente a cabeça e as mãos, fazendo os homens delirarem com a simples mostra de parte do seio em decotes mais ousados.
Com o passar do tempo, chegando o século XX, mais precisamente no meado do século, teve início a revolução sexual, a revolução feminista, e as pessoas passaram a tirar mais as roupas, as mulheres abondonaram o sultien, passaram a usar saias cada vez mais curtas, e os homens passaram a usar também calções curtos, deixando à mostra partes do corpo há tanto tempo escondidas.
Tudo parece, em princípio, bom, normal, natural. Mas não nos demos conta de que a nudez foi aumentando tanto até chegar aos biquínis minúsculos, que nada mais tapam das nádegas das mulheres, e na frente só tapam mesmo a micro região do sexo, e as sungas de algumas décadas atrás deixavam entrever o volume dos membros dos homens, tudo despertando cada vez mais o sentido erótico do corpo e despertando o desejo sexual.
Hoje, as pernas e seios estão à mostra sem limites. Os músculos dos homens são cada vez mais exibidos. As emissoras de TV competem na apresentação de novelas e filmes cada vez mais erotizados, e em horários cada vez mais cedo. E transmitem novelas cheias de erotismo e atividade sexual infanto-juvenil até no final da tarde no Brasil, sem absolutamente qualquer controle ou freio disso. Se alguém critica, dizem que é contra a democracia, contra a liberdade de expressão. E assim, sem nenhuma censura, seja prévia, seja após a realização e transmissão de material incompatível com o horário de exibição, nos tornamos reféns das emissoras de TV, que podem impor para nós e nossos filhos o que bem entenderem. Tudo o que querem é apenas a “audiência” maior, pois isso lhes dará mais e mais dinheiro. Tudo, no final, para os encarnados que dominam a mídia, se resume a dinheiro. Nós somos apenas consumidores, a lhes darem dinheiro. Nada mais do que isso.
Não vemos muitas vezes uma relação direta entre os programas de TV, os outdoors, e as revistas escancaradas nas bancas de revistas mostrando a nudez total e cenas de sexo explícito com a idade cada vez mais precoce com que nossos filhos iniciam sua atividade sexual sem o devido preparo, e sem maturidade para serem pais ou mães, nem preparo para morrerem precocemente de AIDS. Nem os pais estão preparados para isso tudo.
Atualmente, quando saímos de casa damos de cara logo na primeira esquina com um outdoor com cenas eróticas, que nos desperta desejos e fantasias. Se pararmos numa banca para comprarmos um jornal ou uma revista, estaremos sendo também bombardeados com mensagens eróticas agressivas e maciças. E ao chegarmos a nossas casas, depois do trabalho, continua o bombardeio erótico pela TV. Tudo leva ao erotismo desenfreado.
Será que tudo isso é mero acaso?
Não, não é não. As inteligências malignas do mundo espiritual vêm planejando isso há muitas e muitas décadas, pacientemente, até que conseguiram dominar o mundo Ocidental quase que inteiramente, com a propaganda erótica ostensiva.
É difícil as pessoas serem bombardeadas diariamente com propaganda erótica e não se deixarem inconscientemente levar pela onda erótica. Simplesmente entram na onda, sem perceber, e ficam presos a ela, sem conseguirem sair, e muitos se afogam em meio a tanto sexo fácil que acaba decorrendo da propaganda erótica planejada nas trevas, na calada da noite, e que envolve quase todos.
Fazem apologia do homossexualismo, do sexo livre, antes chamado inicialmente de amor livre, na era hippie, e também da normalidade do adultério. Tudo hoje parece ser permitido e normal. Essa é a idéia que os planejadores lançaram na humanidade, e engolimos direitinho, sem reclamar, e com o maior prazer.
Estamos hoje vivendo uma era de grande erotismo, de aumento da sexualidade, de aumento da libido, exacerbada enormente pela propaganda erótica, e da diminuição da idade inicial da vida sexual, com grave prejuízo para as famílias e para toda a sociedade, e ninguém faz nada. Será que as pessoas não enxergam isso tudo? Ou não querem simplesmente enxergar, por estarem curtindo tudo isso e sem querer abrir mão de tanto sexo?
Hoje o banquete do sexo está aí para todos. Só não se deleita quem não quer. Só não se lambuza se não quiser.
Crianças usadas por pedófilos, pedofilia incontrolável na internet, gravidez precoce, desarmonia familiar, adultérios incontidos e destruidores causando tantas e tantas separações, mesmo daqueles que se amam de verdade, mas que se deixam arrastar pela onda, pelo Tsunami do sexo e do erotismo...
Orai e vigiai, dizia Jesus, apresentando uma fórmula de não cairmos em tentação.
Isso parece pieguice... mas observe se você não está também preso na onda erótica universal...e talvez também enceguecido por ela...sem conseguir se livrar...como uma mosca presa na teia de aranha...ou um mosquito preso no mel...
Que Deus nos dê a luz necessária e a força para sairmos dessa onda erótica destrutiva, e que consigamos colocar novamente o sexo no seu devido lugar e no seu devido papel evolutivo do espírito...

Escrito por Luis Roberto Mattos   

Paz e Luz!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Divórcio e espiritualidade


O divórcio é uma prática muito antiga. No tempo de Moisés, era permitido ao marido repudiar qualquer uma de suas mulheres (a mulher era propriedade do marido) e lhe passar uma “carta de divórcio” por qualquer motivo.
Antes, o adultério da mulher era punido com a lapidação (apedrejamento) e Jesus queria evitar essa calamidade. Tal como Jesus, também achamos que o divórcio pode ser um recurso a ser acionado para se evitar um mal maior. Pode ser uma medida contra o suicídio, homicídio, agressões e outras desgraças. Apesar de não dever ser estimulado ou facilitado, às vezes deve ser usado como recurso, não como solução.
Houve uma época, aqui no Brasil, em que o divórcio foi tema de acirrada polêmica. Uma verdadeira disputa político-religiosa. De um lado os antidivorcistas e, de outro, os pró-divorcistas. O projeto tramitou no Congresso Nacional, cheio de “lobbies”, com ampla discussão, enorme repercussão e finalmente foi aprovado. Depois, regulamentado por lei, foi colocado em prática. Passou a ser fato consumado, sem despertar mais interesse para discussões. No entanto, o seu mérito e as repercussões familiares precisam continuar a ser enfocados.

Compromisso com a evolução
O casamento será sempre um instituto benemérito, acolhendo, no limiar, em flores de alegria e esperança, aqueles que a vida aguarda para o trabalho do seu próprio aperfeiçoamento e perpetuação. Com ele, o progresso ganha novos horizontes e a lei do renascimento atinge os fins para os quais se encaminha. Ocorre, entretanto, que a Sabedoria Divina jamais institui princípios de violência e o espírito, conquanto em muitas situações agrave os próprios débitos, dispõe da faculdade de interromper, recusar, modificar, discutir ou adiar, transitoriamente, o desempenho dos compromissos que abraça.
Em muitos lances da experiência, é a própria individualidade, na vida espiritual, antes da reencarnação, que assinala a si mesma o casamento difícil que enfrentará na vida física, chamando a si o parceiro ou a parceira de existência pretérita para os ajustes que lhe pacificarão a consciência, à vista de erros perpetrados em outras épocas. Reconduzida, porém, à ribalta terrestre e assumida a união esponsalícia que atraiu a si mesma, ei-la desencorajada à face das dificuldades que se lhe desdobram à frente. Por vezes, o companheiro ou a companheira voltam ao exercício da crueldade de outro tempo, seja através de menosprezo, desrespeito, violência ou deslealdade, e o cônjuge prejudicado nem sempre encontra recursos em si para se sobrepor aos processos de dilapidação moral de que é vítima.
Compelidos, muitas vezes, às últimas fronteiras da resistência, é natural que o esposo ou a esposa, relegado a sofrimento indébito, valha-se do divórcio por medida extrema contra o suicídio, o homicídio ou calamidades outras que complicariam ainda mais o seu destino. Nesses lances da experiência, surge a separação à maneira de bênção necessária e o cônjuge prejudicado encontra no tribunal da própria consciência o apoio moral da autoaprovação, para renovar o caminho que lhe diga respeito, acolhendo ou não nova companhia para a jornada humada.
É óbvio que não é lícito, de maneira nenhuma, estimular o divórcio em tempo algum, competindo a nós, encarnados, tão somente nesse sentido, reconfortar e reanimar os irmãos em luta nos casamentos de provação, a fim de que se sobreponham às próprias suscetibilidades e aflições, vencendo as duras etapas de regeneração ou expiação que pediram antes do renascimento no plano físico, em auxílio a si mesmos. Ainda assim, é justo reconhecer que a escravidão não vem de Deus e ninguém possui o direito de torturar ninguém, à face das leis eternas.
O divórcio, pois, baseado em razões justas, é providência humana e claramente compreensível nos processos de evolução pacífica.
Efetivamente, Jesus ensinou que “não separeis o que Deus juntou” e não nos cabe interferir na vida de cônjuge algum, no intuito de afastá-lo da obrigação a que se comprometeu. Ocorre porém que, se não nos cabe separar aqueles que as Leis de Deus reuniu para determinados fins, são eles mesmos, os amigos que se enlaçaram pelos vínculos do casamento, que desejam a separação entre si, tocando-nos unicamente a obrigação de respeitar-lhes a livre escolha, sem ferir-lhes a decisão.
Assim, devemos, antes de qualquer decisão precipitada, entender que no lar se cumpre a lei da reencarnação, como se fosse um filtro sagrado a depurar-nos das paixões em que nos enredamos em passado próximo ou remoto.
A Lei do Amor nos estimula. Se o casamento, contudo, revelar-se difícil, problemático, convém saber que tal situação decorre de nossas próprias necessidades evolutivas e é produto de nossa própria escolha.
Por vezes, contudo, o casal perde a coragem e o gosto pela vida a dois e, não raro, um ou ambos voltam a se ferir, seja na crueldade, na violência, no desespero ou na deslealdade. Quando tal situação se apresenta, é natural que um dos cônjuges recorra ao divórcio, para evitar outras consequências ainda mais comprometedoras e dolorosas.
Os filhos do casal, se houver, poderão sofrer. Contudo, se a criatura prejudicada pela guerra instalada no lar tiver a aprovação da própria consciência, nada impedirá que ela renove o seu caminho após o divórcio, buscando nova companhia.
Reflita, contudo, com muita prudência diante do casamento assaltado por dificuldades, para saber se, com um pouco mais de tolerância, um tanto mais de paciência, o casamento não poderia ser sustentado. Evite, se houver a separação, de utilizar os filhos do consórcio como armas contra o outro cônjuge, a fim de pervertê-los em seus sentimentos mais profundos.
Reexamine-se antes de tomar a decisão definitiva da separação, ponderando se a angústia e o sofrimento dentro do lar não são reflexos de nós mesmos.
Lembre-se de que a vida é, em essência, processo de evolução e, por isso, o lar não deve ser desfeito debaixo de nossos impulsos primários, de nossas queixas e lamentações.
Cada cônjuge é herdeiro de si mesmo. O lar é sempre um educandário.
Antes da separação, contra a qual não se opõem as Leis Divinas, reflita se o companheiro ou a companheira do lar não é a alma de que você mais necessita para se superar.

Artigo publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição 10.
PAZ E LUZ!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

A ciência espírita


Os fundamentos que compõem a base da doutrina espírita foram passados por espíritos através da mediunidade. Ainda que os graus de sintonia espiritual sejam variados, para que alguém possa ser considerado médium, sua mediunidade deve se apresentar de forma ostensiva, ou seja, bastante clara. Portanto, nem todos os espíritos que reencarnam são preparados e terão condições para atuarem como médiuns de forma ostensiva, porém, todos possuem, ainda que em grau quase imperceptível, a mediunidade, pois isso é algo inerente ao espírito.

Povos antiquíssimos, como os africanos e os indígenas, praticavam seus rituais, em que o sacerdote da tribo, também conhecido como pajé ou xamã, em sintonia com determinadas forças da natureza, entrava em estado de êxtase profundo (animismo) e outras vezes, tornava-se passivo às influências de algum espírito que através dele se manifestava (mediunismo), trazendo esclarecimentos espirituais e materiais de grande importância para toda tribo. Infelizmente, grande parte destes ensinamentos espirituais foi se perdendo ao longo dos milênios e, do que restou, muito foi deturpado por outros povos colonizadores. Isso aconteceu e ainda acontece com povos e culturas do mundo todo. Portanto, médiuns existiram, existem e existirão em todas as religiões e fora delas, ainda que estes não aceitem ou não saibam a respeito de sua mediunidade.

No século XIX houve uma grande onda de manifestações mediúnicas em todo mundo nos EUA e Europa. Ocorrências de ruídos estranhos, pancadas em móveis e paredes, objetos que se moviam, flutuavam ou eram arremessados no ar sem causa aparente se tornaram frequentes.

Nesta época, um dos fenômenos mediúnicos mais comuns era os chamados raps, golpes e pancadas, geralmente fortíssimos, que produziam um barulho estrondoso. No início, acreditava-se que estes golpes eram produzidos por alguma causa material, como a dilatação da matéria ou algum fluido oculto acumulado na mesma, porém, com o tempo, estas hipóteses foram sendo abandonadas pela maioria dos pesquisadores.

A ciência espírita tem como base a experimentação, ainda que, oficialmente, não seja reconhecida.

No início de seu desenvolvimento, grandes pesquisadores, reconhecidos mundialmente, se proporam a estudar e experimentar os fenômentos espíritas com o objetivo de ridicularizar o Espiritismo, porém, conforme se aprofundavam em suas pesquisas, ficavam cada vez mais convencidos da veracidade dos fatos. Isto aconteceu com o próprio Kardec, que foi quem desenvolveu os fundamentos básicos da doutrina.

Atualmente, a mediunidade e a sobrevivência da alma após a morte do corpo têm se tornado temas de pesquisas de um número cada vez maior de universidades. Aos poucos, o preconceito está sendo vencido e a verdade triunfará, independente de qualquer segmento religioso.



Escrito por Victor Rebelo



PAZ E LUZ!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

CANALIZAÇÃO ESPIRITUAL



Muitos acham para o contato espiritual com seres que vivem em outros planos ou mundos dimensionais somente pode ser feito através do processo mediúnico, isto dentro dos ensinamentos da doutrina espírita, porém, existem outras formas para contatá-los. A ciência esotérica ensina que há muitas outras formas de comunicação espiritual além dos processos da mediunidade clássica.

Os cinco sentidos têm extensões que são classificados pelo esoterismo, desentidos ocultos ou canais. O contato espiritual está se tornando cada vez mais comum e o esoterismo moderno o classifica de canalização espiritual consciente, o que revela que está havendo uma nova expansão da consciência no ser humano, por isso, os canais espirituais estão começando a se abrir gradualmente na humanidade, independente da religião ou crença de cada um.

O problema é que muitos estão confundindo canalização com mediunidade; há médiuns que são canais e não sabem, e há pessoas que são médiuns, mas se julgam canais.
Segundo o espiritismo, médium é o intermediário entre os vivos e as pessoas que desencarnaram. Ora, quando existe a morte do corpo físico, a alma deixa o mundo físico e passa para o mundo astral para continuar sua jornada e, mais tarde, deixa também este plano para passar ao mundo mental. Quando completa sua jornada no mundo mental, vai para o primeiro plano da alma, que em esoterismo tem o nome de búdico, para retornar a reencarnar. Não podemos esquecer que é a alma que encarna, por isso, nunca é demais repetir o que o esoterismo oriental ensina que: “somos uma alma que tem um corpo e não um corpo que tem uma alma”.

Assim, o médium é aquele que se coloca como intermediário entre dois planos ou dois mundos, o físico e o astral. Enquanto cumpre esse objetivo, há uma contração da atividade mental, da vontade, do sentimento e da consciência, o médium pode perder de forma parcial ou total sua consciência, e pouco ou nada se recordar quando termina o trabalho espiritual. Isto porque na mediunidade a entidade pode incorporar, utilizando-se dos corpos físico e astral do médium.

Contudo, mesmo quando a entidade é de nível superior, um verdadeiro Guia, por exemplo, pode não haver incorporação mas a utilização dos canais psíquicos; neste caso, o médium pode sofrer perda parcial ou total da consciência, mas na continuidade de sua espiritualização, e por orientação do Guia, ele se desenvolve até que se torne consciente. Aqui, ele estará canalizando. Deste modo, há uma evolução na própria mediunidade. Os Guias e outras entidades que trabalham para a Grande Luz Divina, as que estão temporariamente servindo no Mundo Astral, atualmente não estão incorporando no médium; geralmente ficam ao lado dele, do lado direito ou esquerdo, por detrás ou por cima dele, mas não dentro de seu corpo. Isto leva o médium a ter uma consciência parcial ou total do que se passa durante seu trabalho espiritual.

Já na autêntica canalização espiritual, que é sempre consciente, existe uma expansão do sentimento, da mente, da consciência e da vontade. Neste caso, o canal é um intermediário temporário entre vários planos, podendo canalizar qualquer ser que esteja num dos planos superiores ao físico, sem perda de consciência. Na mediunidade comum só se consegue atingir o plano ou mundo imediatamente a seguir ao físico, o plano astral.

Na mediunidade tradicional, a perda de consciência é uma característica marcante, muito embora todo médium possa se tornar consciente e, como já disse, existe uma evolução neste tipo de trabalho; assim, a tendência dos médiuns é de se transformarem em verdadeiros canais conscientes, psíquicos e mentais.

Quando o médium busca e aceita a ajuda de seus verdadeiros Guias, segue suas instruções, ele se desenvolve espiritualmente e mais rápido alcança um nível superior de consciência. Um dos objetivos principais dos verdadeiros Guias é levar o médium ao seu Mestre de Alma, e isto depende de um correto desenvolvimento espiritual, da transformação da mediunidade em faculdade psíquica ou mental, mas consciente.

Na canalização espiritual não há a incorporação, como pode ocorrer na mediunidade. No momento da canalização há uma fusão ou união energética de nível superior com um Ser de Luz quando se trata de um canal espiritualmente desenvolvido, e nesse instante o canal é como uma parte desse Ser e o Ser é como uma parte do canal. Isto se dá nos níveis búdicos e átmicos (alma), utilizando a mente superior e os chakras cardíaco e coronário como pontes até à consciência física do canal; por isso, é uma união de almas e não de corpos.

Há, sim, uma dinamização e expansão energética dos corpos sutis do canal, da consciência, do sentimento e da mente que, muitas vezes, atinge o próprio corpo físico provocando sensações de paz, amor universal, serenidade, segurança, além de ocasionar, por vezes, mudanças na fisionomia do canal, em virtude da tônica e das energias do Ser que está sendo canalizado se-rem muito fortes.

Deste modo, a canalização é um processo de comunicação energético-espiritual consciente com seres que vivem e evoluem em outros planos, mundos, estrelas e universos multidimensionais, que acontece porque existiu uma expansão da consciência, por menor que ela seja.


PAZ E LUZ!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Mediunidade






Existem múltiplos mistérios, relacionados com a vida, a evolução, a mente, a consciência e a alma, nos aspectos visíveis e invisíveis do homem. O universo fantástico da alma é muito pouco conhecido, não é algo criado pelo imaginário e sim, algo bem real. Do ponto de vista da ciência esotérica, a alma representa o Filho, o Cristo Interno em cada um de nós, o elo de ligação entre espírito e matéria, entre Deus e o mundo dos homens.



O cérebro humano também continua envolto em muitos mistérios, nele existem vários sensores que captam e transmitem muitas informações que vão além da matéria física, além de ser o responsável pelo controle dos nossos cinco sentidos. A ciência esotérica ensina que o homem possui muito mais que cinco sentidos que correspondem a sentidos ocultos e a outros corpos mais sutis que todos possuímos para viver e evoluir. Estas capacidades são conhecidas por vários nomes, entre eles: sentidos ocultos, faculdades superiores, dons, mediunidade, canais espirituais etc. Geralmente estão em estado latente no homem, mas basta saber como desenvolver de forma correta, aprender a controlá-los e a utilizá-los com sabedoria e amor, através da mente, da vontade, da consciência e do sentimento.



Por sua vez, estes canais espirituais têm seu próprio sistema para receber e transmitir as mais variadas informações e colocar o ser humano em comunicação com outros planos, mundos e dimensões e com seres que habitam estes níveis sutis da vida e da consciência superior.



Quando estas faculdades espirituais são desenvolvidas corretamente, tendo como base a expansão real do sentimento, da vontade, da mente e da consciência, podemos dizer que elas são positivas e muito úteis à vida do homem. Mas quando são desenvolvidas erroneamente ou quando surgem desordenadamente sem que haja uma base segura de conhecimentos adequados, uma sublimação e transformação real, o ser humano não consegue controlá-las, elas se tornam negativas por interferir na vida, na vontade, na mente, na consciência e na evolução de uma forma desordenada e desequilibradora. Neste caso, surgem muitos dos problemas chamados de mediúnicos.



— Por que isto acontece?



Determinados tipos de mediunidade são originários de problemas nos chakras, os centros de força que estão espalhados pelos corpos sutis, assim como, nos filtros que protegem as entradas das energias desses chakras. Estes distúrbios também podem ter origem em algumas células sensitivas do cérebro, em grupos de ou nos neurotransmissores que recebem e transmitem as energias elétricas que percorrem nossa rede nervosa. Estes neurotransmissores são ultra-sensíveis, captam energias que vão muito além daquelas que a ciência lhes atribui. Quando existe uma grande sobrecarga de energias negativas, tanto astral-emocionais como mentais, podem surgir inversões das energias dentro dos neurônios; e caso exista uma predisposição natural à mediunidade ela pode ser despertada desordenadamente, como também outros tipos de distúrbios mentais.



No caso da mediunidade, a pessoa poderá ficar com uma falsa mediunidade ou, como em esoterismo se denomina, mediunidade negativa, visto que capta mais forças negativas do que positivas.



Então, o médium é controlado, dominado por forças e pensamentos originários de fontes externas, das mentes humanas, de entidades, etc., sem saber ou entender do que se trata, sem conhecer suas verdadeiras origens e intenções, sem ter consciência do que se passa com seu próprio corpo físico. Normalmente, os médiuns, nestes casos, perdem o controle da vontade e da consciência, não conseguindo discernir o certo do errado, nem distinguir os seus pensamentos dos que vêm de fora ou, de alguma entidade espiritual.



Por vezes, o desequilíbrio energético é tão grande, o jogo de forças negativas à sua volta é tão intenso, que os verdadeiros Guias e Mentores de Alto Nível nem conseguem se aproximar do médium para ajudá-lo.



O esoterismo ensina que a mediunidade positiva, também é sinônima de faculdade espiritual, neste caso, o médium controla seus sentidos, sua vontade, assim como a mente e consciência, dominando tudo através da razão e do sentimento. Uma pessoa que tenha mediunidade precisa ser consciente dela, reconhecer seus verdadeiros Guias e Mentores de Alto Nível como também seu Mestre de Luz, o verdadeiro instrutor da sua alma. Quando um ser humano tem este tipo de mediunidade ou faculdade possui o que podemos chamar de mediunidade positiva e ativa; ele é um canal consciente, não é enganado e nem é joguete de forças manipuladoras e escravizadoras.



Existem médiuns que ao assumirem suas faculdades espirituais ou a sua mediunidade, os seus níveis de sensibilidade se elevam e, temporariamente, podem passar por processos inconscientes devido ao seu pouco desenvolvimento e preparação espiritual. Neste caso, gradualmente, atingem as condições para uma mediunidade semiconsciente para chegaram à mediunidade positiva, ativa e consciente.



Quando um médium trabalha com seus verdadeiros Guias Espirituais nota-se a cada passo uma evolução real, um melhor controle da parte emocional, psíquica e mental, assim como de sua sensitividade. Os Guias e Mentores começam a estimular o médium a se interessar pelos estudos espirituais mais transcendentes para que compreenda como ele próprio funciona e o que precisa e deve desenvolver espiritualmente; eles procuram levá-lo a uma sublimação, transformação e expansão de seus níveis mentais, da consciência e do sentimento.



No caso da mediunidade negativa, que normalmente é inconsciente, o médium é influenciado por todo tipo de forças negativas, de baixa freqüência vibratória, tanto que é controlado por entidades espirituais de nível inferior, muitas vezes se fazendo passar por respeitáveis seres da alta espiritualidade, enganando e influenciando, como também por tudo o que surge do inconsciente individual e coletivo.



Nestes casos, o médium não tem condições de distinguir a verdade da mentira, o real do irreal, o que vem de fora e o que vem da alma.



Ele ainda não sabe discernir corretamente, geralmente, julga que tudo o que surge através da sua mediunidade, vem de alguma fonte superior, de um ser de alta espiritualidade. As mensagens e os ensinamentos que vêm de seres que servem a Luz Divina não deixam margem a dúvidas, elas sempre serão direcionadas pelo amor, sabedoria, fraternidade, paz, justiça e buscam ajudar todos a caminhar para a Luz e a se tornarem verdadeiramente livres e não, dependentes seja do que for e de quem for.



Um ser humano com mediunidade negativa ou com tendência à mesma não só se encontra num estado de desequilíbrio interior como pode ser influenciado pelos 'campos de força negativos' que se originam tanto de seres encarnados como desencarnados. Ele precisa de ajuda para aprender a controlar sua sensibilidade e suas potencialidades psíquicas e mentais latentes; ele é um receptor e transmissor de vários tipos de forças invisíveis que podem afetar sua psique, seu sistema neurossensorial, sua mente e até sua saúde.



Quando se fala em mediunidade, muitos pensam logo em mistificação e até ficam apavorados, sem saber que também podem ter uma predisposição natural para a mediunidade. Contudo, mistificadores existem em toda parte, até dentro da própria ciência, da religião, da política, da economia e do espiritualismo em geral. Temos tido muitos exemplos disto, pois não é pelo fato de seres estarem desencarnados que podemos lhes conferir, indiscriminadamente, o grau de seres evoluídos, iluminados, guias, mentores, mensageiros, santos, mestres, anjos, extraterrestres. Do outro lado da vida, muitos seres com pouca evolução continuam a mistificar e a enganar pessoas de boa vontade que, muitas vezes, só querem servir e ajudar seus semelhantes.



Dentro do vastíssimo quadro mediúnico brasileiro, a mediunidade pode se tornar um grande problema, se não for tratada adequadamente e com consciência, se não houver um embasamento seguro com métodos corretos para o médium saber o que se passa realmente em sua mente e como deve se proteger dos “campos de força negativos”. As pessoas com mediunidade, normalmente, são atraídas pelas energias negativas, como se o médium fosse um grande ímã; por isso, todo médium necessita saber se proteger e também, utilizar sua capacidade em benefício de sua evolução e de seus semelhantes, mas tudo com muita consciência.



Temos de levar em consideração que os médiuns são pessoas altamente sensíveis com canais de comunicação abertos, ainda desconhecidos para a ciência, e que precisam ser tratados adequadamente, com respeito. Muitos problemas mediúnicos podem ter causas psicológicas, ser resultantes de descompensações entre energias internas positivas e negativas que se manifestam em várias freqüências e comprimentos de onda e que afetam os sistemas mais sutis, bem como certas áreas sensitivas-psíquicas do cérebro que sofrem com estas invasões energéticas indesejáveis, às vezes também oriundas de fontes externas.



Quando se fala em fenômenos psíquicos, imediatamente muitos pensam em espiritismo e mediunidade. Allan Kardec não inventou os fenômenos psíquicos, chamados por ele de mediúnicos, simplesmente os classificou e os interpretou de modo a possibilitar ao homem de compreender, um pouco mais, a sua enorme capacidade que está em estado latente e descortinar um pouco mais o lado invisível da vida. A enorme capacidade da psique e da mente humana existe desde a Criação Divina do homem e não desde que a ciência oficial começou a investigá-la. O inconsciente continua a ser um grande 'quarto negro' ainda pouco conhecido.



É preciso abrir novas janelas nas consciências e nas mentes, saber renovar e inovar, sentir e compreender o grande mistério da vida que vai muito além dos horizontes materialistas dos homens. A vida não se confina a um limitadíssimo corpo humano que anda, sente, ouve, vê, pensa, fala, age e reage, vive e morre, virando pó. Na realidade, a vida humana é um efeito de uma causa, a causa é o espírito, criado à imagem e semelhança do Grande Criador, por isso a vida é eterna, continua além da morte de um corpo físico.



Muitos problemas místico-espirituais estão muito além do limitado campo de forças humanas. Não somos o resultado de uma única existência, mas sim de múltiplas, das quais não nos lembramos porque em cada uma delas recebemos um novo corpo e um novo cérebro que, mesmo antes de nascermos registra na memória cerebral fatos relativos a este mundo e aos nossos novos familiares. Também através dos genes de nossos pais recebemos influências que marcam nossa existência, resultantes das ações positivas e negativas das gerações passadas.



A alma que nunca morre, vai passando de corpo em corpo e em cada existência continua sua evolução rumo ao Infinito Criador. Nela se encontra uma memória espiritual mais abrangente e com maior capacidade, onde estão registradas todas as conquistas e experiências das existências passadas. Todos temos vários canais de ligação com essa memória, que não é a memória cerebral.



Falta uma compreensão mais abrangente e transcendente da vida, sobre o sistema sensitivo-sensorial, sobre o sistema nervoso, a mente e a consciência que normalmente alcançam outros níveis energéticos que vão muito além do corpo físico assim como, o universo fantástico da alma, que só serão desvendados quando forem estudados sem as teorias materialistas da ciência, sem os dogmas religiosos e fanáticos.



Todo aquele que se especializou em ciências médicas e humanas precisa se renovar e inovar, abrir sua mente para se tornar capaz de ver além dos dogmas, das teorias, das instituições científicas, religiosas e das crenças, como também além dos estigmas, dos livros e suas fórmulas antigas e ultrapassadas.



Não é por acaso que no Brasil há 20 milhões de médiuns, segundo estatísticas, ou seja, a maior concentração de sensitivos do mundo, alguma coisa isto quer dizer. Os médiuns não são nenhuma praga, nem o resultado de suas neuroses, são dotados de níveis de consciência transcendentes e abrangentes, de mentes muito sensitivas. A ciência ainda não encontrou as explicações adequadas, visto que precisa transcender a matéria, ir muito além dos sentidos para chegar ao universo da alma, quando, então, poderá compreender suas causas e seus efeitos.



Temos de olhar o ser humano além da matéria física, cada um é um micro-universo com a mesma complexidade e com os mesmos mistérios do macro-universo. Temos de ter a ousadia e a autonomia para encontrar novos caminhos, inovar as ciências, as religiões, os sistemas criados à imagem e semelhança das personalidades humanas, questionando seus chavões, pesquisando corajosamente, deixando de ver o ser humano unicamente dentro dos livros oficiais, das bíblias do mundo, para redescobri-lo na sua totalidade, na linguagem da sua sensibilidade, da sua espiritualidade natural, na sua unidade, na universalidade da sua beleza interior e divina.



O verdadeiro Reino de Deus não está em alguma parte especial do universo, em templos feitos pelas mãos dos homens, mas sim dentro de cada um, dentro de cada célula, de cada átomo. Todos nós somos a verdadeira Obra Divina, portanto, devemos desenvolvê-la e expandi-la com consciência, justiça, paz, amor, sabedoria, dignidade, mas sem dogmas fanáticos, sem "donos da verdade" e sim, em benefício de todos, não só de alguns, 'os privilegiados'.





PAZ E LUZ!