domingo, 29 de novembro de 2009

O poder da mente




Temos um poder imensurável, que é o nosso poder mental. Aprender a usar a força do pensamento pode ser um fator decisivo com relação à auto-cura espiritual. 
Através do pensamento, o ser humano torna-se co-criador do Universo, como afirmou o espírito André Luiz em uma de suas obras. É responsável pelo seu próprio destino e senhor das forças psíquicas capazes de promover a saúde, o bem-estar e a alegria de viver, tanto para si mesmo quanto para os seus semelhantes.
Na prece, a pessoa deve ser movida pela força de quem verdadeiramente ama a Deus, e pedir coisas justas, de acordo com as suas Leis. Esse ensinamento encontra-se na primeira epistola de S. João: “Se pedirmos alguma coisa, segundo a Sua vontade, Ele nos ouve” (I Jo 5,14), significando que nossas ânsias serão atendidas se estiverem de acordo com a Lei Divina ou natural – o Amor.
A faculdade de realizar curas espirituais é inerente à alma ou espírito, como disse o apóstolo Paulo: que são dados “pelo mesmo Espírito, os dons de curar” (I Cor 12,9). Praticamente, todas as pessoas possuem essa faculdade e podem participar das realizações que se destinam à cura psicobioenergética das doenças, conforme atesta o espírito de Joanna de Ângelis.
O amor é o subsídio maior para a realização de todas as modalidades de curas espirituais, tanto quando são centradas em ações para benefício da própria pessoa, como quando são direcionadas para a ajuda aos semelhantes. Amor, Imbatível Amor, do espírito Joanna de Ângelis, é um livro recomendado para entendermos esta temática.
Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, diz que “a fé não se prescreve, nem se impõe”. Fala da fé cega e da fé raciocinada. A fé cega é a que aceita as coisas sem uma análise mais profunda, e afirma que somente a fé que se baseia em fatos tem o mérito da veracidade – a fé raciocinada.
A fé é uma virtude maravilhosa que ajuda sempre o ser humano, na condição de quando almeja alguma coisa para si mesmo ou para seus semelhantes, e quando atua como intermediário nas ações de cura espiritual dos doentes que o procuram, uma das razões que o doce amigo proferiu “a fé move montanhas”...


A cura quântica
O Dr. Deepak Chopra, no livro A Cura Quântica, descreve a cura de doenças como o cancro utilizando a energia mental. Suas observações foram feitas na cidade de Boston, nos Estados Unidos, sob rigoroso controle de diagnóstico e de evolução dos doentes tratados.
A cura quântica evidencia a ligação entre a Ciência e a Moral – a ciência do bem. Desta maneira, já não existe razão para que a Ciência e a fé se mantenham separadas (quando falamos de fé referimo-nos a uma fé racional, liberta de crendices, superstições e dogmas). Para tanto, vale a pena lembrar as palavras de Thomas Edison, espírito, contidas no livro Reflexões no meu Além de Fora, ditado pelo espírito Delfos: “Fé sem ciência é fanatismo; ciência sem fé pode ser loucura”.
Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XIX – A Fé Transporta Montanhas – podemos analisar e demonstrar sob um prima puramente científico o que Jesus queria nos transmitir há mais de 2000 anos:
“Quando ele veio ao encontro do povo, um homem se lhe aproximou e, lançando-se de joelhos a seus pés, disse: Senhor, tem piedade do meu filho, que é lunático e sofre muito, pois cai muitas vezes no fogo e muitas vezes na água. Apresentei-o aos teus discípulos, mas eles não o puderam curar. Jesus respondeu. dizendo: ‘Ó raça incrédula e depravada, até quando estarei convosco? Até quando vós sofrereis? Trazei-me aqui esse menino’. E tendo Jesus ameaçado o demônio, este saiu do menino, que no mesmo instante ficou são. Os discípulos vieram então ter com Jesus em particular e lhe perguntaram: ‘Por que não pudemos nós outros expulsar esse demônio?’ Respondeu-lhes Jesus: ‘Por causa da vossa incredulidade. Pois em verdade vos digo, se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: Transporta-te daí para ali e ela se transportaria, e nada vos seria impossível” – S. Mateus, cap. XVII, vv. 14 a 20.
Item 5. “O poder da fé se demonstra, de modo direto e especial, na ação magnética; por seu intermédio, o homem atua sobre o fluido, agente universal, modifica-lhe as qualidades e lhe dá uma impulsão por assim dizer irresistível. Daí decorre que aquele que a um grande poder fluídico normal junta ardente fé, pode, só pela força da sua vontade dirigida para o bem, operar esses singulares fenômenos de cura e outros, tidos antigamente por prodígios, mas que não passam de efeito de uma lei natural. Tal o motivo por que Jesus disse a seus apóstolos: se não o curastes, foi porque não tínheis fé.”.
Ligia Almeida - AME Porto

PAZ E LUZ!

domingo, 8 de novembro de 2009

Evolução




Quantas vezes já não nos questionamos a respeito de nossa existência, suas causas e, consequentemente, o infinito amor de Deus, que ainda permite a maldade nos homens e o "castigo" para aqueles que nascem e vivem sem a menor perspectiva de vida?
 Ao lembrarmos daquela frase “a cada um conforme suas obras”, passamos a refletir sobre esse amor divino que nos concede, através da reencarnação, infinitas oportunidades de reajuste perante nosso passado não muito distante, no qual nos encontrávamos equivocados sobre a verdadeira essência do que é viver.
Se plantarmos dor, colheremos dor, mas ao semearmos amor, colheremos amor. Esta é a lei universal que elucida nossas mentes, que descortina a importância da renovação para os olhos do espírito. Assim, devemos buscar a compreensão de que a evolução do homem ocorre através dos tempos. Somos indivíduos que conquistaram virtudes por meio das realizações, ampliando o ângulo visual de nossas consciências, expandindo forças que revigoram nossos passos a cada mudança direcionada ao bem incondicional. Dessa forma, passamos a entender o processo regenerativo adquirindo novos conceitos sobre uma nova realidade.
Porém, muitos de nós, ao entrarem em um centro espírita portando dificuldades, acreditam no simples fato de que, saindo dali, deixarão de estar agregados às problemáticas que nos causam o sofrimento, vivenciando a certeza ilusória de que a espiritualidade possivelmente tomará para si aquilo cujo aperfeiçoamento ou correção cabe a nós, refletindo dentro do aspecto fantasioso que criamos e relacionando os espíritos às nossas dificuldades, isentando-nos de qualquer resolução. Trata-se de um grande equívoco!

Tarefas e obstáculos
Quando lembramos da frase “Deus não dá ao seu filho uma cruz da qual não tenha condições de carregar”, passamos a perceber a profundidade do ensinamento e iniciamos o entendimento de que todos nós temos tarefas para cumprir e obstáculos a serem superados. Sabemos da existência do amparo e auxílio da espiritualidade para todos, mas não devemos distorcer as coisas, confundindo ajuda com resoluções. Somos nós mesmos que, em cada encarnação, procuramos burilar sentimentos, modificar pensamentos, percorrer as estradas da evolução, sempre aprendendo e ensinando uma nova lição.
Mas como ficam os tratamentos espirituais que buscamos para nossa melhora, os passes? Quantos de nós já não ouviram ou pronunciaram algo como “estou procurando tratamento espiritual há anos e ainda me encontro na mesma situação de quando iniciei”?
As energias que revigoram o ser humano são mantidas na criatura, propiciando sua melhora quando busca realmente adquiri-las. Como? Alterando posturas, deixando para trás sentimentos, pensamentos e ações que nos prendem às condutas infelizes e dificultam a transformação do mal que ainda existe em nós no sentimento oposto que tanto almejamos sentir.
Milagres e destinos não existem, a natureza não dá saltos. Através do livre-arbítrio, somos nós que optamos por este ou qualquer outro caminho, refletindo nossa personalidade atual e passando a reconhecer ou não, através de uma maior compreensão, a possibilidade existente em tudo aquilo que, antes, julgávamos ser impossível de alcançar. Mas e quanto ao sobrenatural, às almas de outro mundo, aos fantasmas e espíritos que habitam regiões trevosas? Por que Deus permite a existência desse mal?

Estágios de evolução
O fato de desencarnar não santifica ninguém, não há mágicas nem mudanças fenomenais. Se a criatura compartilhava ideais de teor menos felizes em sua vida física, ela buscará e experimentará as mesmas atitudes com as quais tem afinidade ao retornar para a vida espiritual. Trata-se de um ser que ainda não assimila ou valoriza o aprendizado do amor, não entende que mesmo o mal e a incompreensão possuem seu limite de tempo para serem reconhecidos e vivificados ao seu próprio alicerce no bem.
Os espíritos que chamamos de malévolos, trevosos, demônios ou obsessores nada mais são do que seres em ascensão, criados pelo mesmo infinito amor de Deus como todos nós, mas que ainda não conseguiram compreender o tempo e o espaço para o necessário reajuste de suas próprias consciências, percorrendo um lento processo de assimilação a respeito da necessidade de se educarem através da cartilha do amor. Não podemos nos esquecer que somos espíritos criados simples e ignorantes. A cada oportunidade, seja no plano físico ou espiritual, complementamos nosso aprendizado como viajores do tempo em busca da evolução. Através do conhecimento adquirido, passamos a compreender melhor os desígnios da vida, que refletem em cada ser a necessidade de alcançar o progresso perante nossas próprias consciências.
Estejamos sempre conscientes sobre o que nos compete realizar, procurando o estudo para compreender melhor o fato de que, em nossa vida, não existem mistérios ou fantasias, destinos ou imposições, mas infinitas oportunidades de adquirirmos respostas para inúmeros questionamentos nossos. Quem somos? Somos filhos de Deus. De onde viemos? Viemos de Deus. Para onde vamos? Voltaremos para Deus de forma sublime, em sentimentos, por intermédio do conhecimento e das experiências acumuladas nas várias existências, dentro do processo evolutivo.

 Revista Cristã de Espiritismo, edição 20.


PAZ E LUZ!

domingo, 1 de novembro de 2009

Carma:punição ou reequilíbrio?




Nós sabemos o que seja carma (ou karma)? Por que, parece, que carma virou explicação para todo problema, toda situação triste ou infeliz na vida das pessoas. Mas quem é esse tal de carma? De onde ele vem?
Inicialmente, é importante entender, que não devemos nos prender demais ao conceito de carma (karma, em sanscrito). 
Quando se usa o termo carma, há uma conotação de fatalidade, enquanto que a Doutrina enfatiza a possibilidade de minimizar ou até eliminar as ocorrências de sofrimento, mediante uma ação positiva no bem.
Carma, meus irmãos, ao invés de ser um castigo como muitos pensam, é sinônimo de reequilíbrio.

E a vida material é a maravilhosa e insubstituível escola que possibilita que aprendamos e tomemos consciência das nossas atitudes erradas nesta e em vidas pretéritas.
Mas como é que o carma aparece? Do nada? Em um passe de mágica? Não! O Princípio do Livre Arbítrio dá ao homem o direito de escolher seus caminhos, de ser o autor de sua história, o construtor do seu destino. Entretanto, o Princípio de Causa e Efeito, Plantação e Colheita, torna o homem refém de seus atos, das suas escolhas.
Nós construímos nosso carma, no exercício do nosso livre arbítrio, na escolha de nossas opções. E optar, não é o que sempre estamos fazendo? Ajudo ou prejudico? Cuido da minha saúde ou me vicio em drogas? Sou amigo ou inimigo? Prego a paz ou fico criando intrigas? Elogio ou critico? Trabalho ou fico ocioso? Construo ou quebro? São as nossas escolhas! Nossas decisões!
Nós, meus queridos irmãos, somos os únicos responsáveis pela escolha do nosso caminho. O problema, é que, após a escolha, temos que trilhar pelo caminho escolhido!
Útil, não é necessariamente aquele que quando está na erraticidade, solicita reencarnar como um deficiente, para purgar atitudes equivocadas. Muito mais importante é aquele que procura, quando está encarnado, adquirir condições para, na próxima vez, reencarnar perfeito, para auxiliar, construtivamente, os seus irmãos.
A expiação, muitas vezes, por conta de uma visão distorcida, soa como castigo divino. Mas, nós, espíritas, sabemos e devemos demonstrar pelo exemplo, que as deformidades físicas não estão punindo, mas eliminando as deformidades perispirituais, que causamos anteriormente.
Podemos atenuar, ou mesmo eliminar, as situações cármicas? Sim, por atos de amor.
Cabe a nós demonstrarmos “que o amor cobre uma multidão de pecados”. As pessoas quando enfrentam uma situação difícil, seja ela física, financeira ou psicológica e que não sabem, não conseguem, nem desejam modificá-la, enfrentando-a, costumam dizer: – Não posso mudar. É meu carma. Eu sou assim! É a anestesia da consciência! É o famoso complexo de Gabriela! Sabem aquela música? Eu nasci assim, eu cresci assim, eu vivi assim... E com isso, tenta esquecer que a sua obrigação é mudar! É progredir!
Dentro desta verdade divina, não existe o perdão de Deus, pois recebemos segundo o que obrarmos, ou seja, segundo o que fizermos. Deus não nos criou para nos punir! Deus é amor... e o Carma não é punição Divina: é conseqüência retificadora. 
Considerando que a Lei de Causa e Efeito, é uma Lei Divina, e que as Leis Divinas foram escritas por Deus, conclui-se que: “Na natureza não há prêmios ou castigos. Há conseqüências”!
A falsa noção de carma inflexível, nos conduz a dois grandes erros. Um é que o Espiritismo, prega ou endossa a necessidade da dor; isto não é verdade.
A dor só seria uma necessidade, se o Espiritismo pregasse que todos deveríamos ser um grupo de masoquistas! O que a Doutrina dos Espíritos demonstra com clareza, é a utilidade da dor, quando persistimos no egoísmo, no orgulho, na vaidade e demais defeitos lesivos à comunhão de solidariedade com os semelhantes. A dor não é uma criação divina. A dor é criação de quem sofre! 
O outro erro é a crença de que a Doutrina Espírita, aconselha o conformismo diante da “má sorte”; isto também não é correto; o que ela ensina é a resignação, atitude bastante diferente, adequada para nos fazer aceitar sem desespero aquilo que não podemos mudar.
Compreendamos, o carma como espécie de conta corrente das ações que praticamos no Banco deste mundo, onde há séculos caminhamos endividados, cadastrados no SPC da vida, pela constante emissão de cheques sem os necessários fundos de bondade, caridade, amor, etc... Resgatemos nosso débito, limpemos o nosso nome no SPC, emitindo cheques com a devida provisão de fundos e isso é possível, através da prestação de serviços de caridade ao próximo, e estejamos convencidos de que, dessa forma, tanto economizaremos lágrimas, como conquistaremos um bom saldo de felicidade! “Aquele que muito amou foi perdoado, não aquele que muito sofreu.” O amor é que cobriu, isto é, resgatou a multidão de pecados, não a punição ou o castigo. 
Transformar ações, amando, é alterar nosso carma para melhor, atraindo pessoas e situações harmoniosas para junto da gente. É, em última instância, a nossa indispensável e indelegável reforma íntima!
Nós decidimos, nós plantamos e nós colhemos!

Nossa vida é simplesmente o reflexo das nossas ações. Se queremos mais amor no mundo, criemos mais amor no nosso coração.
Se queremos mais tolerância das pessoas, sejamos mais tolerantes. 
Se queremos mais alegria no mundo, sejamos mais alegres.
Nossa vida não é uma sucessão de coincidências, de acasos, nossa vida é a simples conseqüência de nós mesmos!!!

Aganaldo Cardoso  

PAZ E LUZ!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Patria Madrasta Vil



Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel, de 26 anos, estudante que termina faculdade de direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários.
 
A redação intitulada “Pátria Madrasta Vil”, foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca virtual da UNESCO.

 
“Como vencer a pobreza e a desigualdade” – redação de estudante carioca vence concurso da Unesco com 50.000 participantes, imperdível para amantes da língua portuguesa, e claro também para professores. Isso é o que eu chamo de jeito mágico de juntar palavras simples para formar belas frases.

 
“PÁTRIA MADASTRA VIL”


Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência...Exagero de escassez...Contraditórios? então aí está! O novo nome do nosso país? Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.

Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.

O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada e friamente sistematizada de contradições.

Há quem diga “dos filhos deste solo és mãe gentil”, mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil.

A minha mão não “tapa o sol com a peneira”. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter me dado uma bela formação básica.

E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir.

Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz nada ativa.

A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra .... Sem nenhuma contradição!

E disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!

A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.

Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; aas mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta tão confortavelmente situadas na pirâmide social terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)... Mas estão elas preparadas para isso?

Eu acredito, profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro para fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.

Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?

Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos.

Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente... ou como bicho?
 
Clarice Zeitel
PAZ E LUZ!

domingo, 25 de outubro de 2009

Medicina e Espiritualidade





Ciência e Religião não são duas correntes antagônicas, mas abordagens que se complementam na busca por uma visão integral da realidade.

Cada vez mais, “minorias criativas” buscam a integração entre Fé e Religião, tendo em vista que é impossível compreender o mundo, o universo e o próprio ser humano, sem as luzes de um paradigma, de um modelo, que complete todas as áreas das cogitações humanas. As revoluções conceituais da física, no século XX, muito contribuíram para essa nova visão da realidade, demonstrando que a matéria cedeu lugar à energia, o tempo é variável, o movimento descontínuo, a interconectividade não localizada, e a consciência é capaz de influir nos eventos, selecionando possibilidades. Nesse novo tempo, especialistas passaram a enxergar o ser humano de forma integral, conectado a uma imensa rede invisível, que engloba todas as coisas, do micro ao macrocosmo, e não têm nenhum pudor em reconhecer a complementaridade entre Ciência e Religião, valorizando a integração da espiritualidade à vida humana.
Foi assim que ganhou impulso, na década 1970, uma dessas minorias criativas, formada por médicos que buscam implantar nas universidades estudos de Medicina e Espiritualidade. Sob essa denominação, já há cursos regulares ou opcionais, e também de pós-graduação, em dois terços das universidades americanas, entre outras, nas Escolas Médicas de Harvard, com Herbert Benson, judeu, de Duke, com Harold Koenig, católico, do Novo México, com William Miller, luterano. Afirmamos, com renovada alegria, que nós, médicos espíritas, fazemos parte de uma dessas minorias criativas que tenta levar espiritualidade às universidades, porque os fundamentos da Medicina Espírita estão em sintonia com o que é realizado, hoje, na maioria das universidades norte-americanas.
A obra do ilustre físico e humanista Fritjof Capra, especialmente. O Ponto de Mutação, está na vanguarda dessa luta em favor de um novo paadigma para a humanidade, em particular para a Medicina, com sua proposta de Assistência Holística à Saúde, que contempla o ser humano integral – Mente-Corpo. Nessa luta por um novo modelo de saúde, enganjou-se também o físico quântico, Amit Goswami, com sua teoria sobre a consciência, exposta em sua obra, especialmente, O Universo Autoconsciente. Nela, ele sustenta que a consciência está fora da matéria, sendo, na verdade, fonte criadora do mundo material.
Hoje, tanto quanto nos séculos XIX e XX, há fortes evidências científicas da existência do espírito.
Pesquisadores, em sua maioria não espíritas, têm investigado casos de Experiências de Quase-Morte (EQM), Visões no Leito de Morte, Experiências Fora do Corpo, Transcomunicação Instrumental e Reencarnação, acumulando evidências em favor da sobrevivência da alma.

Vida após a morte
        O neuropsiquiatra, Peter Fenwik, os cardiologistas Michael Sabom e Pim Van Lommel, os psiquiatras, Raymond Moody Jr, Elizabeth Kübler-Ross e Sarah Kreutziger, o pediatra Melvin Morse, os psicólogos, Kenneth Ring, Phillis Atwater e Margot Grey, entre outros, relataram casos de EQM, contando o que centenas de sobreviventes da morte vivenciaram, quando foram considerados clinicamente mortos. A conclusão dos pesquisadores e dos sobreviventes é de que algo imaterial sobrevive à morte do corpo físico.
        Na alentada obra Reincarnation and Biology, de Ian Stevenson, professor de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de Virgínia, EUA, constatamos também, nos 2.600 casos pesquisados, não apenas evidências da sobrevivência do espírito, mas igualmente da reencarnação, podendo-se acompanhar, inclusive, a correlação entre as marcas de nascença e os defeitos congênitos da existência atual com as vivências anteriores.
        Hoje, já há centenas de trabalhos publicados em revistas científicas prestigiadas, como The Lancet, New England Journal of Medicine; British Medical Journal, JAMA etc. sobre o valor da prece na terapêutica. Do mesmo modo, experiências realizadas pelo psicólogo brasileiro Júlio Peres, em parceira com o neurocientista Andrew Newberg, da Universidade da Pensilvânia, EUA, evidenciaram áreas do cérebro em funcionamento que são ativadas e rebaixadas durante as sessões de Terapia por Regressão de Memória, realizadas com pacientes do Instituto Nacional de Terapia de Vivências Passadas (INTVP), do Brasil. Essas pesquisas, somadas às que o Drº Newberg realizou com pessoas em estado de vigília e meditação, mostram um campo promissor para o estudo do espírito e sua atuação sobre a matéria.
        No Japão, Massaru Emoto, após 8 anos de investigação, publicou o livro, Messages from the Water, mostrando como a água pode formar cristais perfeitos ou não, conforme a ação exercida sobre ela pelos pensamentos e sentimentos humanos.
        Tanto experiências de Andrew Newberg e Júlio Peres, quanto as de Massaru Emoto trazem subsídios importantes para validar a Terapêutica Complementar Espiritual e entreabrem novos campos para a pesquisa em medicina energética.
        Hoje, com o progresso vertiginoso da Ciência e, igualmente, o aumento maciço das doenças da alma, é imperioso que esses cursos de Medicina e Espiritualidade se multipliquem nas escolas médicas do mundo. A mudança de mentalidade, porém, não é nada fácil.
        Há três séculos que a ênfase tem sido para a visão de um ser humano esquizofrênico, dividido entre as investigações científicas e a busca religiosa, consideradas e alimentadas como irreconciliáveis. Esse paradigma antigo, materialista reducionista, está calcado no predomínio do egoísmo sobre o amor, do intelecto sobre o sentimento, e tem sido responsável pelo recrudescimento da violência, da ambição sem freios, dos vícios, da intolerância religiosa e das grandes desigualdades e calamidades sociais. Nele, o ser humano é reduzido tão somente às funções neuroquímicas do cérebro, destituído de qualquer elemento imaterial que anime suas células. Com esse modelo, não haverá paz no mundo.
        Contra ele, a favor da integração espírito-matéria, coloca-se o movimento em prol da Medicina e da Espiritualidade. Com a preponderância deste modelo, que tem na solidariedade uma de suas importantes vigas-mestras, acreditamos que os médicos estarão muito aptos a lidar com a dor humana, esforçando-se por diminuir os sofrimentos e angústias dos seus irmãos em humanidade.

Drª Marlene Nobre –CE nº01

PAZ E LUZ!  

domingo, 11 de outubro de 2009

A força do pensamento



É impressionante a maneira como as pessoas estão alienadas em relação a elas próprias.

Elas desconhecem, por completo, os potencias que possuem e continuam buscando em amuletos, talismãs e rituais, a solução para as situações desagradáveis que estão vivendo.
Agem assim porque sempre se vêem como vítimas, seja do destino, do azar ou do que for; sempre esperando alguém que as salve.
No entanto, o poder capaz de operar essa mudança em suas vidas não está fora, mas, dentro delas mesmas. Na realidade, somos nós, conscientes ou não, que construímos o nosso destino.
Por isso, precisamos entender que enquanto continuarmos ignorando nossos poderes internos, nossas vidas continuarão em desajuste.
Pensar é o nosso maior atributo, através do pensamento construímos ou destruímos e, acima de qualquer coisa, modificamos e transformamos, não só o nosso mundo interno e particular, como também, o universo que nos rodeia e no qual estamos inseridos.
Podemos afirmar que é através do pensamento que escrevemos nossos destinos. A tal respeito, ensina-nos o espírito Hammed:
"A força do pensamento influencia o próprio destino humano. O ato de pensar é um dos mais poderosos recursos do indivíduo; é a própria capacidade da mente de transformar ondas energéticas, dando-lhes solidez, forma e sentido."
Desta maneira, categoricamente podemos afirmar: somos o que pensamos e tudo provém do pensamento, de modo que é hora de darmos mais atenção aos pensamentos que alimentamos, às crenças que nutrimos e aos juízos que fazemos, pois são eles que determinam tudo que estamos vivenciando.
Se o que estamos vivenciando é resultado do que guardamos na alma, reciclar e substituir os pensamentos são as melhores maneiras de ajustarmos nossa vida.
Esclarece-nos novamente Hammed que : "(...)tudo o que está acontecendo em tua vida são produtos de tuas crenças e pensamentos, que se materializam por fora de ti mesmo; não são, pois, nem punições e nem recompensas, mas reações desencadeadas pelas tuas ações mentais(...)".
Não importa por quanto tempo alimentamos pensamentos negativos; podemos modificá-los a qualquer momento. Somos nós quem os escolhemos, os mantemos, e consecutivamente somos os únicos a poder alterá-los, e isso, no momento que quisermos.
Não existe acaso, nem coincidência ou fatalismo, logo, somos os grandes responsáveis pelo que estamos vivendo.
Sobre isso, esclarece Luiz Gasparetto que "somos o que fazemos de nós. Estamos onde nos colocamos. somos o capitão do barco de nosso destino. dirigimos nossa vida pelas nossas atitudes. Criamos atitudes com aquilo que escolhemos acreditar. E crenças, a gente muda quando quer".
Renasceremos inúmeras vezes, entre outras razões, para aprendermos usar os nossos potenciais internos, dentre eles, a habilidade de lidar com os pensamentos, ou seja, aprendermos a usar nossos potenciais mentais, sendo esse um dos principais focos de nossa aprendizagem atual.
A evolução é um processo que parte do simples para o complexo, é uma trilha que gradualmente vai capacitando-nos para o uso de nossos atributos naturais.
É imprescindível aproveitarmos cada experiência, cada oportunidade, compreendendo que quando mais  o aproveitamos, tanto mais evoluímos.
É fundamental, portanto, para o nosso aperfeiçoamento, o uso da vontade na disciplina dos pensamentos.
Felicidade é o produto da responsabilidade que temos de usar bem o poder da vontade.
Vontade essa que é a força motriz a nos impulsionar rumo à perfeição.
Pensar é criar, escolher e construir.
Escolher o melhor é tarefa para quem compreendeu que ninguém pode nos fazer feliz, pois, felicidade é conquista interior que poderemos compartilhar.
Porém, cada um deverá construí-la por si mesmo, usando para isso o poder do pensamento e da vontade.
O pensamento, dizíamos, é criador. Não atua somente em torno de nós, influenciando nossos semelhantes para o bem ou para o mal; atua principalmente em nós; gera nossas palavras, nossas ações e, com ele, construímos, dia a dia, o edifício grandioso ou miserável de nossa vida presente e futura.
Se por um lado somos detentores desses potenciais, por outro somos os únicos responsáveis pela felicidade ou infelicidade que estamos vivenciando.
De forma que perguntamos:
Que pensamento você alimenta?
Que direção dar a seu poder de vontade?
Responda a  si mesmo!


Revista Cristã de Espiritismo-nº52


PAZ E LUZ!

domingo, 4 de outubro de 2009

A Renovação Planetária




       Chegamos a um momento da humanidade em que os valores morais e éticos gritam por socorro, a necessidade de um despertar de consciência nunca foi tão imperiosa como nesse momento.
O Brasil, como terra de culturas e crenças diversas, encontra-se numa espécie de confusão ideológica. Como uma verdadeira separação entre o “joio e o trigo”, vemos hoje avolumar-se uma grande quantidade de violência, insensatez, vícios em geral e muita falta de espiritualidade. Em contra partida, encontramos também um volume cada vez maior de pessoas buscando uma religião, atuando em serviços voluntários, meditando e preocupando-se com o seu país e com o mundo.
As menções sobre uma época de transformação são ditas desde as mais remotas religiões e seus profetas, passando por Jesus e mais recentemente na própria doutrina espírita. Muitos a consideram como o período do fim do mundo, para outros é uma grande oportunidade de vencer seus próprios obstáculos e conquistar algo que conscientemente não se sabe, mas sente que o momento é único.
Jesus preconiza uma época em que povos se levantarão contra povos, fome e pestes se alastrariam, mas não seria ainda o fim - segundo Jesus - o fim estaria próximo apenas quando a “Boa Nova” fosse ensinada para todos os povos. João através do Apocalipse nos revela uma espécie de luta entre o bem e o mau, na qual o vencedor ganhará a “Nova Jerusalém”. Os maias antigos, com o seu calendário lunar profetizam uma época de escuridão que será substituída por uma “Era de Ouro” a partir de 2012 da nossa época. Outros povos como os egípcios, sumérios e as antigas ordens esotéricas,  fazem menções sobre uma época de transformações e renovação planetária.
A idéia de fim do mundo ficou marcada devido ao conceito errado envolvendo o “inferno” e a pouca compreensão da vida futura. O homem ainda presume que a matéria é o fator principal do universo e a idéia de mudanças climáticas e geológicas dá uma dimensão de sofrimento inimaginável.
Na parte final do apocalipse, João vê Jesus e seus anjos vindo juntamente com a “Nova Jerusalém” para a felicidade dos que venceram a grande batalha narrada no seu texto.
Muitos “cristãos” acreditam que a Nova Jerusalém estaria no Reino dos Céus e os vencedores seriam retirados desta terra, mas muitos esquecem que João estava em espírito, ou seja, estava fora de seu corpo, viu tudo por outro Plano. Além do mais, o próprio nome “Nova Jerusalém” pressupõe uma Jerusalém (Planeta) renovada.

Renovação planetária
Se não fosse assim, como justificar a promessa de Jesus no sermão do monte em que os pacíficos herdariam a terra e por que após a boa nova estar difundida para todos, o mundo acabaria?
A doutrina espírita, através da Gênese, codificada por Kardec, dentre tantas outras fontes, nos dá a noção exata do período que estamos passando.
Kardec nos diz no capítulo XVIII: “...Esse duplo progresso se cumpre de duas maneiras: uma lenta, gradual e insensível; a outra por mudanças mais bruscas, a cada uma das quais se opera um movimento ascensional mais rápido, que marca, por caracteres nítidos, os períodos progressivos da Humanidade. Esses movimentos, subordinados nos detalhes ao livre-arbítrio dos homens, são de alguma sorte fatais em seu conjunto, porque estão submetidos a leis, como aquelas que se operam na germinação, no crescimento e na maturidade das plantas; é por isso que o movimento progressivo, algumas vezes, é parcial, quer dizer, limitado a uma raça ou a uma nação, de outras vezes geral. O progresso da Humanidade se efetua, pois, em virtude de uma lei; ora, como todas as leis da Natureza são obra eterna da sabedoria e da presciência divina, tudo o que é efeito dessas leis é o resultado da vontade de Deus, não de uma vontade acidental e caprichosa, mas de uma vontade imutável. Quando, pois, a Humanidade está madura para vencer um degrau, pode-se dizer que os tempos marcados por Deus são chegados...”.
De forma acertada Kardec relaciona e compara a atual fase de transformação do Planeta que está subordinada a leis, ao processo de germinação e progresso de uma planta, ou seja, o amadurecimento da Humanidade. Talvez por isso Jesus afirma que o fim chegaria precedido pelo conhecimento da “Boa Nova” por todos os povos.

A nova ordem social
Ele continua dizendo: “...A fraternidade deve ser a pedra angular da nova ordem social; mas não há fraternidade real, sólida e efetiva, se ela não se apóia sobre uma base inabalável; esta base é a FÉ...”.  Continua: “...Para que os homens sejam felizes sobre a Terra, é necessário que ela não seja povoada senão por bons Espíritos, encarnados e desencarnados... Tendo chegado esse tempo, uma grande imigração se cumprirá entre aqueles que a habitam; aqueles que fazem o mal pelo mal, e que o sentimento do bem não toca, não sendo mais dignos da Terra transformada, dela serão excluídos, porque lhe trariam de novo a perturbação... Eles irão expiar o seu endurecimento, uns nos mundos inferiores, os outros entre raças terrestres atrasadas... Serão substituídos por Espíritos melhores, que farão reinar, entre eles, a justiça, a paz, a fraternidade... A Terra não deve ser transformada por um cataclismo que aniquilaria subitamente uma geração, a atual desaparecerá gradualmente, e a nova lhe sucederá do mesmo modo, sem que nada seja mudado na ordem natural das coisas...” A afirmação de Jesus, de que os mansos herdarão a Terra se justifica nessa passagem do livro da Gênese. Kardec nos explica como o processo de renovação ocorrerá, de forma natural e gradual, como alias, já está acontecendo.
Kardec termina o capítulo com a seguinte advertência: “Os incrédulos rirão dessas coisas, e a tratarão por quimeras; mas digam o que disserem, eles não escaparão à lei comum; cairão a seu turno, como os outros, e, então, o que será deles? Eles dizem: Nada! Mas viverão a despeito de si mesmos, e serão, um dia, forçados a abrir os olhos.”.

Artigo publicado na Revista Cristã de Espiritismo, ed. 23.
Escrito por Ricardo Viana



PAZ E LUZ

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Felicidade Realista





A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo.. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum.. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.

Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.



Mário Quintana

PAZ E LUZ!

sábado, 26 de setembro de 2009

O Cérebro e o Pensamento




O CÉREBRO E O PENSAMENTO

                O princípio Inteligente (P.I.), através de sua longa viagem pelos Reinos da Natureza, foi desenvolvendo características e aptidões importantes e indispensáveis para a sua evolução. Funções rudimentares e simples, se transformaram, com o passar do tempo, em funções cada vez mais especializadas e complexas. Da função desenvolvida por uma única organela celular tivemos o aparecimento de maravilhosos e competentes aparelhos e sistemas orgânicos.
                Tudo isso exigiu um controle eficiente e preciso; assim o P.I. foi desenvolvendo simultaneamente o sistema nervoso, para desempenhar esta tarefa.
                Após milênios, de evolução estava pronto o espetacular órgão do corpo humano, o cérebro, que passou a ser o dirigente e o gerente de cada repartição do corpo físico do homem.

O Cérebro

                Ao nascimento, o cérebro humano pesa aproximadamente 500 gramas e possui cerca de 100 milhões de neurônios (células nervosas). No adulto o cérebro pesa aproximadamente 1500 gramas e tem cerca de 100 milhões de neurônios. Sabemos, que a partir do nascimento, o homem vai desenvolvendo cada vez mais as suas aptidões, e este desenvolvimento, como vimos, não decorre da multiplicação das células nervosas. Hoje sabemos que este fato se dá pelo aumento crescente da união entre as células, ou seja, de sinapses nervosas (nome que a Ciência dá à união entre as células nervosas).
                Assim, o que diferencia o cérebro de uma criança do cérebro de um adulto é o número de sinapses nervosas. A Ciência atual aceita que a maior ou menor aptidão cerebral, se deve ao maior ou menor número de sinapses nervosas. Podemos também estender estes conhecimentos aos animais, diferenciando-os em aptidões de acordo com o número de sinapses nervosas.
                O que é muito interessante, é que o fator determinante para termos mais ou menos sinapses é diretamente proporcional ao exercício e ao estímulo constante ao sistema nervoso, e também, essa capacidade de formar sinapses, ao contrário que muitos pensam, é a mesma do nascimento ao túmulo, ou seja independe da idade do indivíduo demonstrando cientificamente que, realmente, nunca é tarde para estudar e aprender.
                Qualquer atividade nossa é comandada pelo cérebro, desde as mais simples, como o piscar de olhos, até as mais complexas como escrever, falar, etc.
                Se acompanharmos a evolução do P.I., vamos observar que as aptidões após serem conquistadas, são armazenadas como patrimônio eterno do ser. À medida que aptidões mais complexas se desenvolvem, as mais simples passam ao controle do inconsciente (automatismo). Podemos assim dizer que: o cérebro comanda o nosso corpo físico utilizando-se de ordens conscientes (falar, escrever, andar, etc.) e ordens inconscientes (piscar os olhos, bater o coração, respirar, etc.).
                A Ciência da Terra consegue explicar como ocorrem as alterações cerebrais diante de um estímulo, qual a área do cérebro responsável pelo controle de certa função orgânica, explica como a ordem, partindo do cérebro, atinge o órgão efetor. A Ciência terrena se perde quando não consegue entender o motivo pelo qual, a um mesmo estímulo, duas pessoas ao ouvirem uma mensagem ou uma música, uma chega às lágrimas, enquanto a outra mostra-se indiferente.
                Para entendermos este aspecto, temos de recorrer à ciência não convencional. O Espiritismo nos explica este fato com clareza.
                Nós espíritas sabemos a diferença entre um Espírito encarnado e outro Espírito desencarnado, e entre outras coisas, que o encarnado por precisar atuar sobre a matéria densa, necessita do corpo físico. A Doutrina Espírita, nos ensina que o corpo físico desde o momento da concepção é formado tendo molde o perispírito. Nosso corpo físico é uma cópia de nosso corpo perispiritual (réplica rudimentar).
                Guardando certos  limites, podemos afirmar que o cérebro humano é uma réplica do cérebro perispiritual, e que este cérebro físico seria rudimentar quando comparado ao cérebro perispiritual, pois nem todas as características são passadas ao corpo físico, mas apenas as possíveis e necessárias a cada reencarnação. Seriam dois computadores diferentes.

O Pensamento

                A Ciência Espírita nos ensina que a ordem realmente nasce na vontade do Espírito que, por uma “vibração nervosa”, faz vibrar certa região de nosso cérebro perispiritual e este emite uma outra “vibração nervosa” que faz a área correspondente no cérebro físico emitir uma ordem ao órgão efetor do corpo físico.
                Ou seja, quem realmente responde ao estímulo do meio é o Espírito, e a resposta ganha o corpo físico através do perispírito. O Espírito pensa e manda, o perispírito transmite e o corpo físico materialmente responde. No exemplo que citamos, o Espírito ao ouvir a mensagem ou a música responde ao estímulo, após julgá-lo utilizando-se de todo seu patrimônio moral e intelectual, adquirido em reencarnações sucessivas, explicando assim a resposta diferente de dois Espíritos ao mesmo estímulo. Ou seja, ocorre na matéria a exteriorização de tudo aquilo que existe no Espírito como um todo.
                Albert Einstein afirmava que todos nós vivemos em um Universo de energias, que a matéria é, na verdade, a apresentação momentânea da energia, como a água, pode apresentar-se em seus três estados (sólido, líquido e gasoso).
                O sábio cientista nos ensinou que toda fonte de energia propaga sua influencia no Universo através de ondas (ex: fonte de calor com ondas de calor, fonte sonora com ondas sonoras, fonte luminosa como ondas de luz, etc.), e que esta influência vai até ao infinito. Ao campo de influência, existente ao redor de toda fonte de energia (matéria), a Ciência deu o nome de “CAMPO DE INFLUÊNCIA DE EINSTEIN”.
                Se analisarmos o campo de influência de uma fonte de energia, vamos conseguir deduzir aspectos importantes desta fonte, mesmo sem conhecê-la diretamente (o estudo feito pelos astrônomos com a irradiação emitida das estrelas). Cada fonte de energia tem seu campo de influência próprio.
                Quando o Espírito pensa, estando encarnado ou não, pois como vimos, quem pensa é o Espírito e não o cérebro físico, ele funciona como uma fonte de energia, criando as ondas mentais diferentes, ou seja, cada um de nós tem o seu Hálito Mental próprio – HÁLITO MENTAL INDIVIDUAL.
                Projetamos constantemente uma vibração nas partículas que compõem nosso perispírito de acordo com a nossa evolução (cor, cheiro, sensação agradável ou desagradável e alguém que se aproxima de nós, etc.).
                A espiritualidade nos ensina que um grupo de Espíritos (encarnados ou desencarnados) que pensa da mesma forma (evolução semelhante) formam um Hálito Mental de um Grupo, HÁLITO MENTAL DE UMA COLETIVIDADE.
                Como vimos, a energia de uma fonte se propaga através de ondas. A Física nos ensina que o que diferencia uma onda de outra, são suas características físicas como: amplitude, freqüência, comprimento, etc. Assim, uma onda seria luminosa, outra de calor, outra sonora, outra mental, segundo estas características físicas. Para simplificarmos a análise, utilizaremos apenas freqüência de uma onda, ou seja, o número de ciclos em determinado tempo (ciclos por segundo). Assim teríamos ondas de alta, média e baixa freqüência por exemplo. A Física nos ensina que o campo de influência das ondas que esta fonte emite (ex: emissoras de rádio que emitem ondas de mais elevada freqüência atingem maior distância de seu sinal). A espiritualidade nos ensina que esta lei é obedecida na Ciência Espiritual, ou seja, quanto mais evoluído moralmente é o Espírito (encarnado ou desencarnado) mais alta a freqüência de suas ondas mentais. Assim Espíritos muito evoluídos emitem ondas de altíssimas freqüência (maior o seu campo de influência), e  Espíritos poucos evoluídos emitem ondas de baixa freqüência (menor campo de influência). Podemos assim, concluir que, obedecendo a uma lei física, afirmamos que o poder de influência do Bem é muito maior do que a do Mal.
                A Física da Terra nos ensina que fontes que emitem ondas de freqüência iguais se atraem e fontes que emitem ondas de freqüência diferentes se repelem. Assim também ocorre com o Espírito, esteja ele encarnado ou não. O local (dimensão) do Universo onde Espíritos emitem o mesmo tipo de HÁLITRO MENTAL que se encontram recebe o nome de FAIXA VIBRATÓRIA, ou FAIXA DE PENSAMENTO, ou FAIXA DE INFLUÊNCIA.
                Quando se acha em uma faixa vibratória, o Espírito que aí está atrai e é atraído para esta faixa, assim se alimenta e é alimentado dos sentimentos dessa faixa de pensamentos ou de sentimentos.
                Devemos nos burilar, no sentido de sempre estarmos em faixas vibratórias mais evoluídas; tudo depende dos sentimentos (ondas) que criamos diuturnamente.
                Como pedia o Mestre para :         ORAR E VIGIAR”.


CVDEE-Centro Virtual de Divulgação e Estudos do Espiritismo.
PAZ E LUZ

sábado, 12 de setembro de 2009

Loucura e Obsessão


A loucura sempre foi um dos temas mais fascinantes. Nada obstante a evolução da psiquiatria, ainda permanece desafiando a ciência moderna. É muito tênue a linha divisória que separa a loucura da sanidade mental. A criatura humana pode transitar de um para outro lado com relativa facilidade, sem que haja um fator causal claro desencadeando essa transformação.
Ao longo da história a loucura sempre chamou a atenção, ora despertando curiosidade, ora provocando medo e preocupação. No passado, era interpretada de acordo com a doutrina do Humores, elaborada por Galeano, o médico grego. Essa doutrina tinha como base fundamental a presença de quatro substâncias indispensáveis ao equilíbrio mental: a fleuma, o sangue, a bílis negra e a bílis amarela. A loucura, ou tormentos psicológicos, era o resultado do desequilíbrio de alguma dessas substâncias. Durante a grande escuridão medieval, a intolerância religiosa e o fanatismo dogmático encarava a loucura como pecado, preguiça, ou interferências de entidades demoníacas.
Felipe Pinel, um dos pais da moderna psiquiatria, no final do século XIX, começou a encarar a loucura com um sentimento mais humanitário. O alienado mental não deveria ser encarcerado ou tratado como animal, mas tinha direito à dignidade. Emil Kraeplin foi um dos mais brilhantes psiquiatras de todos os tempos. Ele procurou sistematizar e classificar por ordem os diversos tipos de doença mental, examinando as ocorrências fisiológicas com conseqüências psico-comportamentais.
Charcot o médico francês, tentava através da hipnose, liberar as suas pacientes da histeria e das somatizações de fundo emocional.
Sigmund Freud dedicou longos anos da sua vida a estudar profundamente o psiquismo humano, e conseguiu descobrir que a libido exercia papel fundamental no desencadeamento da vários transtornos. Graças a Freud, a função sexual foi estudada mais detalhadamente. As paixões sexuais, os vícios, as fantasias, as mentes indisciplinadas e angustiadas em torno do sexo, os ciúmes, as frustrações e agressividade levam o paciente a adoecer gravemente.
Ao lado disso, Freud percebeu que nós somos dominados pelo mundo do inconsciente, um depósito de memórias, que guarda as impressões do passado, principalmente as traumáticas, e que leva o indivíduo a neurotizar-se. Alfred Adler, discípulo de Freud, vai perceber que ao lado do sexo, há também o instinto do poder, isto é, a tendência da criatura querer dominar as pessoas e as situações.
Quando não consegue esse domínio, a pessoa adoece mental e emocionalmente pela revolta e frustração dos instintos agressivos que não conseguiu dominar.
Carl Gustav Jung trouxe o evolucionismo darwiniano para a Psicologia. Ele percebeu que muitos conflitos do Homem civilizado tinham as suas em fatores da vida tribal, dos homens primitivos. Ao
Lado do inconsciente individual de Freud, Jung descobriu um inconsciente de natureza coletiva. Nesse inconsciente estão arquivados elementos universais de todas as culturas da Terra, e que foram transmitidos de geração a geração: os arquétipos. A partir de 1933, a ciência com o Dr. Sakel, percebeu que se conseguisse, através de um processo artificial, produzir anoxia cerebral por alguns segundos, o paciente esquizofrênico poderia ficar curado. O Dr. Sakel começou a aplicar choques úmidos, de insulina e metazol, graças aos quais logrou melhorar o quadro esquizofrênico de Nijinski, o famoso bailarino russo.
Em um congresso de Psiquiatria em Roma, no ano de 1937, Bini, Kalinowski e Cerlletti, apresentaram um método eficaz de eletroconvulsoterapia, com o qual não produzira seqüelas no aparelho circulatório e na bomba cardíaca. No entanto, a loucura até hoje permanece como grande incógnita. O avanço da física moderna descobre atualmente que a matéria é uma ilusão dos sentidos. A matéria é uma condensação de energia, como tudo no Universo é energia.
A Psicologia e Psiquiatria, avançando com a Física, também constatam que o Ser Humano é um Feixe de Energias. Como dizia Einstein, o homem é “um conjunto eletrônico comandado pela consciência”. Esta consciência é imortal. Isso faz lembrar o item 23 de O Livro dos Espíritos, quando Allan Kardec perguntou aos espíritos: “O que é o Espírito?” Resposta: “Principio inteligente do Universo”.      
HERANÇA ESPIRITUAL
        Allan Kardec foi o grande psicólogo que encarou a loucura de maneira integral, contribuindo com a ciência materialista naquilo que a ciência ignorava. A loucura é uma enfermidade do espírito que se manifesta através do corpo. Mas a causa de qualquer transtorno psicótico está no indivíduo, no ser imortal que ele é. O psicótico é um espírito endividado, em expiação. É alguém que cometeu sérios crimes contra a sociedade, contra si mesmo, ou contra o próximo, desencadeando uma consciência de culpa no seu mundo íntimo. Essa consequência de culpa fez com que ele reencarnasse fora da realidade, em transtorno profundo... Os sexólatras, os violentos, os exagerados, os dependentes de qualquer vício, os pessimistas e invejosos, os amargurados, desconfiados e ciumentos, podem mais cedo ou mais tarde desencadear um processo de loucura.
Mesmo quando a loucura tem fatores genéticos, glandulares ou cerebrais, é o espírito que antes de reencarnar plasma um corpo com determinada deficiência. No entanto, há um fator predisponente para a loucura que a ciência espírita descobriu: as obsessões.
A obsessão é uma espécie de psicopatologia de natureza espiritual, que assola milhões de pessoas. Allan Kardec teve o ensejo de perguntar no item 459 de O Livro dos Espíritos: “interferem os espíritos em nossos pensamentos e atos?” Resposta: “ A esse respeito os espíritos, interferem muito mais do que imaginais, a ponto de serem eles muitas vezes que vos dirigem”. À semelhança dos bárbaros, dos visigodos, dos Hunos, periodicamente a Terra é invadida por espíritos perturbados e perturbadores.
Obsedar ou obsediar significa constranger, ou submeter. A obsessão examinada por Allan Kardec em O Livro dos Médiuns é predominância de uma vontade sobre outra vontade. A mente, que não é física, pode interferir através de processos não físicos, no mundo físico. A Terra, segundo os benfeitores espirituais, ainda é um sanatório. É um planeta de provas e expiações na conceituação do codificador espírita. Predominam no planeta os elementos mais estranhos: agressividade, violência, sensualidade, egoísmo, orgulho, e todas as paixões inferiores...
Isso ocorre porque ainda somos espíritos inferiores. Como a morte não muda ninguém, os espíritos que envolvem a psicosfera da Terra também o são inferiores, na sua grande maioria.
Como a maioria de nós vive ainda mais de agressividade, de selvageria, de ambições, de primitivismo, os espíritos que permanecem ao nosso lado, e habitando o nosso mundo mental, são simpatizantes desses mesmos hábitos. A obsessão é doença de fácil contágio, que permanece ainda não identificada pela maioria dos estudiosos da psique. A Psicologia Transpessoal já a identificou denominando como “personalidade parasitária”. No entanto, nenhuma doutrina como o espiritismo o fez de forma tão profunda e detalhada.
Na psicogênese de inúmeros casos de loucura, há um fator obsessivo: a interferência de espíritos que odeiam, que nutrem ressentimento, ou que são viciados. Inúmeros pacientes em hospitais ou clínicas psiquiátricas não são loucos no sentido comum da palavra. São apenas obsediados. Mas Kardec era de uma sabedoria invulgar, analisando o processo obsessivo ele chegou a constatar: “Há loucura que não é loucura, é apenas obsessão. Mas há loucura que não passa de um transtorno eminentemente psiquiátrico.” Esse homem, que era “O bom senso encarnado”, na feliz conceituação de Camile Flamarion, percebeu que o cérebro também enfermava.
A obsessão pode ser a causa de um processo de loucura. A obsessão prolongada por muito tempo pode gerar um dano no aparelho cerebral irreversível, provocando também a loucura psiquiátrica. Mas há a loucura apenas de fundo orgânico. Em todas elas, no entanto, a matriz de transtorno psicótico está sempre na consciência do espírito encarnado, ou seja, na sua conduta anterior que desencadeou o problema atual.
A doutrina espírita tem uma teoria preventiva como também curadora da obsessão. Essa teoria já havia sido apresentado por Jesus: o Amor. Quando se ama, transforma-se o próprio comportamento para melhor. Quando se ama, a pessoa muda de estrutura moral. Quando o paciente, através da mudança moral, ora, medita, muda de pensamento, e quando tem certa lucidez, age no bem, ela sensibiliza qualquer obsessor e consegue a sua libertação. O amor transforma a “multidão de pecados”, de obsessores e de obsidiados.
Caminho Espiritual – nº 03
PAZ E LUZ!