sábado, 26 de maio de 2012

Reciclando nosso conceito de Karma


Em recente novela da Globo, o personagem Shankar, representado por Lima Duarte, sempre mencionava um conceito de Karma que eu jamais quero esquecer. Ele dizia: “Karma é você estar condenado a agir. Agir para vencer a roda da vida.”
Esse tema tem causado muita confusão e sofrimento na vida de multidões. A interpretação da palavra karma, quase sempre é associada a idéia de ser condenado a uma dor e não ter saída. Uma visão bem ocidental de um tema milenar na cultura oriental.
Estamos sim condenados a passar alguma experiência nem sempre agradável. A vida, porém, não quer castigar e sim educar.  Que bom pensar desse modo! Isso muda muita coisa!
Quem pensa que tem que passar por algo ruim e acredita que isso não pode ser mudado, pode estar, em verdade, se acomodando na chamada zona de conforto. Para muitas pessoas, permanecer em algum karma, pode ser “vantajoso” diante do trabalho que vai dar para sair dele através do encerramento de determinados ciclos de aprendizado.
Quando a gente pensa karma como algo que precisa acontecer, mas do qual podemos nos libertar, o tema ganha um bom senso incomparável. Usando inteligência, disposição sincera de aprender, boa vontade e uma farta dose de coragem, podemos e devemos encerrar muitos ciclos a que fomos condenados. Condenados, diga-se de passagem, a agir para sair deles...
Essa, aliás, é a única condenação aceitável diante do raciocínio lógico que nos leva a construir uma visão misericordiosa de Deus e Suas Sábias Leis.


Em outras palavras, as dores e problemas da nossa existência só acontecem para que aprendamos como sair deles. E saindo deles somos transportados a um novo mundo de experiências, sentimentos e sabedoria.
Ninguém, em são juízo, deve buscar a dor intencionalmente, todavia, quando ela chegar é muito bom saber que traz junto um recado de Deus que pode ser traduzido mais ou menos assim: “Filho eu lhe entrego essa dor apenas para que olhes no espelho da vida, e perceba o quanto precisas aprender acerca daquilo que ela veio para te ensinar, diante de tuas próprias escolhas.”

Ufa! Vamos tomar um cafezinho e relaxar?
Escrito por Wanderley Oliveira
Paz e Luz! 

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Assédio das Sombras, amparo da Luz


Neste momento da humanidade, já sabemos, já lemos e já experienciamos que todos somos assediados espiritualmente. Esse assédio pode ser por parte da Luz ou das Sombras.
A nossa sintonia pessoal, a qual é construída com base nas nossas emoções, pensamentos, sentimentos e atitudes, determinam o que vamos atrair: assedio da luz ou das sombras.  Mesmo assim, ainda podemos estar sintonizados em vibrações nobres e sermos assediados pelas sombras, como também podemos estar sintonizados em condições precárias a ainda assim, sermos assediados pelos seres de Luz.
Quando o assédio é feito por seres destituídos de amor e respeito, sem fins de moral elevada, os consideramos obsessores.
Quando o assédio é feito por seres com objetivos elevados, sintonizados com o bem maior, os consideramos como amparadores, guias, mentores o amigos espirituais.
Pela natureza da vida sabemos, a interação entre plano espiritual e plano físico é tão íntima como a relação do ovo e da sua casca, pois estão intimamente ligados.  Um existe para que o outro exista, portanto estão interagindo o tempo todo.
O plano físico e o plano espiritual coexistem no espaço de nossa existência, ou seja, não temos como bloquear essa interação, mas temos como trabalhar no sentido de fazer com que essa “troca” seja a mais saudável possível...
Não há como evitar, o assédio espiritual é constante, atuante, exatamente como o ar que respiramos. A nossa escolha é se respiraremos um ar puro ou poluído, que na prática quer dizer, se nossa sintonia será estabelecida com os assediadores do bem ou do mal.
Agora, nesse exato momento que você lê esse texto, você está naturalmente em sintonia com o plano espiritual, então faça uma oração de coração aberto, receptivo, com intenção pautada no amor, para que os seres de luz venham até você e lhe inspirem os melhores valores e sentimentos. Só isso basta por hora!
Então silencie a mente e sinta a melhoria no seu padrão vibracional, pois sua energia pessoal melhorará em instantes.  Se você gosta de testar tudo na prática, então avalie agora e veja os resultados.
O mais importante é que saibamos definitivamente, que quando agirmos com descaso, sem consciência, sem atenção a princípios e valores de elevada moral, pautados no amor, no equilíbrio, no respeito e na regra de ouro* presente em todas as religiões, como consequência natural, seremos assediados pelo lado sombra da existência espiritual.
Quanto mais assédio do mal, mais medo, mais egoísmo, mais distração consciencial, mais doença, mais ignorância.
Quanto mais assédio do bem, mas coragem, mais altruísmo, mais prosperidade, mas consciência espiritual e mais alegria de viver.
Não precisamos enxergar ouvir ou ver o assédio da luz para que ela aja em nossas vidas, assim como não precisamos ver a energia elétrica para que ela atue, bem como não precisamos ver o ar para respirá-lo. Entretanto, de forma simples e objetiva, precisamos focar nossos pensamentos e atitudes no sentido do bem maior, para desfrutarmos de assédios espirituais de seres de elevado quilate moral, e dessa forma recebermos as bênçãos que é viver nessa sintonia. É simples, é fácil e é transformador viver com essa atenção e essa consciência.
*Regra de ouro: não faça para o seu próximo o que não gostaria que lhe fizesse e ame seu próximo como a ti mesmo.
por: Bruno J. Gimenes - orientado espiritualmente por Cristopher
PAZ E LUZ!

quarta-feira, 16 de maio de 2012

A casa mental e a reforma íntima sem martírio


“Não podemos dizer que possuímos três cérebros simultaneamente. Temos apenas um que, porém, se divide em três regiões distintas. Tomemo-lo como se fora um castelo de três andares: no primeiro situamos a residência de nossos impulsos automáticos, simbolizando o sumário vivo dos serviços realizados; no segundo localizamos o domicílio das conquistas atuais, onde se erguem e se consolidam as qualidades nobres que estamos edificando; no terceiro, temos a casa das noções superiores, indicando as eminências que nos cumpre atingir. Num deles moram o hábito e o automatismo; no outro residem o esforço e a vontade; e no último demoram o ideal e a meta superior a ser alcançada. Distribuímos, deste modo, nos três andares, o subconsciente, o consciente e o superconsciente. Como vemos, possuímos, em nós mesmos, o passado, o presente e o futuro.” – André Luiz, capítulo 3, No Mundo Maior, FEB.

Entendendo a casa mental

O estudo deste tema é fundamental em quaisquer assuntos da transformação íntima. É um tema de fácil entendimento e usaremos da ilustração para ajudar a compreensão.

André Luiz fez uma comparação dos níveis mentais com uma casa. O porão é onde guardamos tudo aquilo que poderá nos servir em algum momento. É o armazém ou depósito da mente, denominado pelo autor espiritual como subconsciente, no qual se encontram todas as experiências boas ou infelizes, representando todo o nosso passado desde que fomos criados por Deus. Tudo que nós fazemos é registrado nessa parte da mente.

A parte social da residência é o local no qual mais movimentamos, assim como a cozinha, quarto, sala e demais cômodos mais usados em uma casa. É o nível chamado de consciente e corresponde a todas as operações relativas ao momento presente, constituindo a personalidade atual desde o renascimento na matéria até o momento atual.

O sótão é a parte da casa que mais raramente utilizamos no intuito de relaxar, descansar ou refletir. Representa o superconsciente ou região nobre da mente onde se encontram todos os germens divinos da perfeição, em estado latente. É o nosso futuro.

Na ilustração você pode ver uma relação entre as cores amarelo, branco e preto como sendo superconsciente, consciente e subconsciente e os respectivos andares da casa.

Os três níveis mentais têm correspondência com três áreas da vida cerebral no corpo físico, mas não vamos aqui aprofundar esse aspecto que poderá ser estudado no livro de André Luiz.


Os moradores dos três níveis

Segundo o autor espiritual André Luiz, no subconsciente mora o automatismo e o hábito. No consciente reside o esforço e a vontade e no superconsciente encontramos o ideal e a meta.

A compreensão dos mecanismos de interação entre estes moradores auxilia-nos imensamente entender como se opera o grande objetivo espiritual da transformação íntima.

Conceituando transformação íntima

Essas três partes da vida mental estão em constante interatividade. Do subconsciente partem apelos automatizados que foram consolidados ao longo de várias reencarnações e que podem dominar nossas ações, pensamentos e sentimentos. Por exemplo: quem já tenha fumado em outras reencarnações ou tenha desenvolvido o talento de tocar piano terá impulsos para fumar novamente e grande facilidade para aprender piano na presente existência corporal.
Na transformação íntima, como temos que superar muitos impulsos ou tendências do passado é necessário que os moradores do consciente, ou seja, o esforço e a vontade, sejam manejados decididamente para tomar conta da vida mental e escolher com sabedoria o que queremos fazer, pensar e sentir, diante dos ideais de transformação moral. Aqui temos um primeiro conceito de transformação íntima: a ascendência da vontade e do esforço sobre nossos milenares hábitos cristalizados no subconsciente.

O conflito interior nasce dessa luta entre consciente e subconsciente. É preciso muita disciplina para conter os impulsos, nem sempre nobres, dessa parte subconsciente da vida mental. 

Outro conceito importante de transformação íntima é o aprendizado de despertar os valores divinos que se encontram adormecidos no superconsciente. Educação é exatamente esse ato de extrair ou colocar para fora os tesouros de nossa divindade que se encontram adormecidos nesse nível. Todos nós os temos guardado nesse campo da vida mental superior. Por exemplo: quando buscamos a calma, a alegria, a fé e tantos outros patrimônios espirituais, em verdade todos eles já se encontram no superconsciente.
 
A meditação, a oração, o desenvolvimento da honestidade em relação aos nossos sentimentos, o hábito do auto-amor através do cuidado conosco e o serviço do bem são algumas das muitas formas de acessar essa zona mental nobre, e recolher o conteúdo energético que nos fará sentir o bem-estar de uma vida saudável e plena. 

A casa mental e a transformação íntima sem martírio

O estudo da casa mental lança uma luz sobre o tema transformação íntima, porque auxilia-nos a entender que não destruímos nada daquilo que fomos, apenas transformamos para melhor.

O subconsciente não morre, não acaba. Ele faz parte do processo de ascensão do Espírito. Ali estão gravadas as experiências felizes e infelizes e, ambas, serão importantes para seu progresso.

Portanto, focar o conceito da melhoria espiritual ou transformação íntima apenas na ótica de “matar o homem velho” ou exterminar o passado (subconsciente), pode conduzir-nos a um esforço de contenção e disciplina muito acentuado ao ponto de criarmos o martírio.

Mais do que contenção ou repressão, precisamos de educação, isto é, aprender a trabalhar o desenvolvimento das potencialidades que estão no superconsciente. Ninguém faz transformação íntima legítima apenas disciplinando o subconsciente.
 
Escrito por Wanderlei Oliveira        
PAZ E LUZ!