domingo, 30 de agosto de 2009

Terra, intercessão de umbral e céu


Vivemos na Terra num corpo denso e lento. Perdemos a maior parte do tempo em tranporte, alimentação, higiene e saúde e o resto é utilizado para sobrevivência. Já que não temos como nos livrar destas coisas por enquanto, podemos qualificá-las mais para viver melhor.
Você pode fazer de sua alimentação um hábito positivo ou negativo, assim como da higiene, saúde e o trabalho também. isto faz a diferença entre ser feliz ou não. Há pessoas que não sabem cuidar do corpo mesmo estando dentro dele, que dirá da alma. 
Se as pessoas não respeitam nem um objeto que vêem (o corpo), como vão respeitar algo que não vêem? Como respeitar os bons hábitos e até seus irmão encarnados? Como vão valorizar a ética e sequer a cosmoética? 
Apesar do desenvolvimento cerebral da espécie humana ter evoluído muito, a sua moral não a acompanhou. O homem tem o conhecimento e a técnica, mas não possui a sabedoria, a moral, a ética e a cosmoética que são o mais fundamental para a felicidade e evolução humanas. alguns seres evoluídos têm reencarnado discretamente neste planeta a fim de propiciar o desenvolvimento orgânico nervoso avançado nos humanos e deixado descendentes para que estas novas mutações genéticas se perpetuem. 
Outros seres igualmente evoluídos tem reencarnado a fim de trazerem a sabedoria em forma de amor e moral através dos milênios. O homem tem todos os recursos, os equipamentos e ferramentas para ser feliz e se realizar como um todo. Mas o egoísmo de muitos que só percebem a matéria lançam a maioria das massas num sofrimento de privações materiais insanas. 
Não importa se é karma, pois afinal tudo é karma. O fato é que o amor poderia diluir todo karma planetário em 24 horas se houvesse um perdão irrestrito e incondicional em todos os seres humanos simultaneamente. 
A Terra brilharia das trevas para a luz tão rápido como se liga um interruptor. Mas os egoístas multibilionários não acreditam que seriam mais felizes se repartissem o pão. 
Por outro lado, os que se chafurdam nas misérias humanas, teimam no orgulho mesquinho, com dificuldades de se arrepender sinceramente e se perdoarem consciencialmente. A culpa é desculpa para não trabalhar. 
O egoísmo e o orgulho são as piores misérias humanas. Enquanto o perdão e a humildade não permearem nossos corações e mentes, teremos uma vida atribulada, cheia de violências, preocupações e com futuro incerto. 
É muito fácil esperar um salvador ou algum ET místico, que venha modificar o mundo "para mim", já que não quero modificar a mim mesmo. A preguiça, o comodismo e o orgulho apenas embassam a visão consciencial de seus portadores. 
É difícil assumir a responsabilidade da reforma íntima e sentir-se tolo perante os "espertos" que a todos traem, pensando nas vantagens terrenas, que os lançam nos poços de lodo. 
Não queremos ser "passados para trás" nesta vida competitiva que nos torna tão infelizes. É duro assumir a responsabilidades de que tudo só depende de nós e nenhum salvador irá aportar por aqui fazendo milagres e movendo montanhas, pois Eles já nos visitaram e ninguém percebeu. 
Agora cabe a nós movermos as montanhas de nossos corações a abrir os mares de nossas mentes e fim de merecermos um mundo de paz. 
Sanat Khum Maat
Por Dalton Roque
PAZ E LUZ!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Superando o sofrimento


“Saiba como superar o sofirmento que nos atinge, diante dos dissabores da vida, de acordo com Buda e Jesus, mas com a ótica da doutrina espírita.”

Por Helaine Ciqueto

Siddhartha Gautama, o Buda, nasceu no século VI a.C., no sopé do Himalaia, hoje o território do atual Nepal. Era filho do rei, e logo após seu nascimento, os sacerdotes do Templo identificaram em seu corpo os sinais de um grande homem, que libertaria a humanidade dos sofrimentos.

Aos dezesseis anos casou-se e teve apenas um filho. Em torno dos trinta anos resolveu empreender passeios sucessivos fora do Palácio onde vivia. E foi surpreendido por uma realidade que não conhecia.

Seus olhos se detiveram na figura de um velho trêmulo e enrugado, e assustado perguntou ao cocheiro o que era aquilo. O cocheiro lhe respondeu que era a vida, que todos passariam pela velhice, se não morressem jovens. Não sabia ele nada sobre a morte e nem sobre a doença, e sofreu um grande abalo ao constatar que o homem está invariavelmente sujeito a essas misérias.

Ao encontrar um monge mendicante, magérrimo e em farrapos, observou, que apesar da miséria e fome, tinha um olhar sereno, e conclui que há uma saída que conduz à libertação de todo o sofrimento humano.

Regressou, então, ao palácio e informou a seu pai sobre sua disposição de abandonar tudo e seguir um grupo de eremitas brâmanes, em busca da certeza e do absoluto que dessem um sentido à vida.

Tornou-se um asceta, uma seita religiosa severa e extremista. Passa então, vivendo seis anos, entregando-se a jejuns e penitências mortificadoras. A lenda conta que, nessa época, alimentava-se com apenas um grão de arroz por dia.

Ao fim desse período, já totalmente esquelético, no limite de suas forças, compreendeu que o enfraquecimento do corpo e das faculdades espirituais não o levariam à libertação e à compreensão da Vida e que tanto as privações, bem como a satisfação dos prazeres mundanos não elevariam ninguém.

Renunciou o ascetismo e reequilibrou seus hábitos. Aos 35 anos teve um momento de Iluminação ao reconhecer no mal, a causa de todos os sofrimentos e vislumbrou os meios pelos quais poderia triunfar sobre eles, como por exemplo: o refreamento das tendências egoísticas e dos desejos que perturbam a mente de todo ser humano.

Seguiram-se 40 anos de intermináveis peregrinações e pregações de Buda e de seus discípulos, que foram se espalhando pela Índia.

Morreu aos 80 anos e não deixou nada escrito.

Tanto antes de Buda, como após ele, a humanidade foi alavancada (ou premiada) por inúmeros “Avatares”, que através dos tempos foram ensinando a humanidade, principalmente através de seus exemplos de vida, a progredir e superar as dificuldades e sofrimentos, em uma ascendente, mas lenta, evolução.

O sofrimento humano é inevitável pela própria condição planetária. Ex.: a velhice, que implica no desgaste orgânico, energético; a viuvez, a porcentagem do casal desencarnar junto é mínima, às vezes se separa bem antes de enviuvar.

Aquele que não aceita a condição do planeta de provas e expiações, sofrerá dobrado: sofre pelo sofrimento.

É sobre a falta de resignação que trata o Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo citado. O estudo da Doutrina Espírita e de seus princípios nos auxilia a conquistar essa virtude, através do conhecimento de quem somos de onde viemos e para onde vamos.

A humanidade em geral, sofre também, pela impermanência e pelos condicionamentos.

Esse tipo de sofrimento se baseia no fato do ser humano estar sempre ávido pela fruição de prazeres transitórios e se esquece que, tudo que se refere à matéria e ao corpo, passará.

As pessoas não se contêm na satisfação de seus desejos, se desesperam em conquistar bens transitórios. Há uma ânsia generalizada que as impulsiona a desejar mais e mais, para satisfazer a necessidades nem sempre explicáveis. São desejos materiais que não são permanentes, variam e crescem a cada dia. Ex.: Quem casa quer casa , depois quer casa maior, depois quer sítio, depois casa na praia, carro, dois carros...

Vê-se pessoas queixando-se constantemente dos preços ao invés de adaptarem seus gastos e suas necessidades aos seus proventos. Apegam-se a coisas que vão passar, que não são permanentes e sofrem pelos condicionamentos a que se sujeitam, como títulos, beleza, posição, e até sexo ( pessoas que não aceitam ser homem ou mulher, pai ou mãe, etc.)

É a falta de ajuste, adequação ao novo momento reencarnatório, o problema de ser e o de estar: não sou homem, estou homem, na verdade sou um espírito.

Outros se empenham compulsivamente na satisfação de prazeres efêmeros e se comprometem por várias existências por não conseguirem abdicar dessa dependência. Ex.: cigarro, álcool, Posteriormente, começamos a culpar o nosso semelhante mais próximo por nossas ”dores e desgraças”. Ex.: Bebo por causa de minha mulher, ela é perfeita demais, estou nas drogas por causa de meus pais, eles são quadrados e não me entendem, etc..

É fundamental detectar a causa de nossos sofrimento dentro de nós mesmos. Enquanto continuarmos acusando o próximo por nossa infelicidade, não cresceremos, não amadureceremos.

DEUS é tão bom, que colocou a solução para nossos problemas em nós mesmos, assim temos alcance para solucionarmos todos eles. Se a culpa fosse dos outros, não teríamos todas essas possibilidades de solução, pois estaríamos na dependência do outro, querer ou não nos ajudar.

Depois de conscientizados de que a causa de nossas aflições está em nós mesmos, precisamos entender que elas se originam de duas fontes: umas têm causa na vida presente e outras, fora dela.

A maioria dos males terrestres são conseqüência natural do caráter e da conduta daqueles que os suportam. A maior parte são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição!

A falta de ordem, de perseverança, de limite em seus desejos, a má conduta arruinam qualquer pessoa. (Evangelho/Item 4 - Cap. V)

Muitas vezes há males que parecem nos atingir por fatalidade, sem causa aparente, mas não podemos nos esquecer da lei divina da Causa e do Efeito, e se esses males não têm um motivo atual, com certeza a causa está em uma existência anterior, pois Deus é Justo e Bom e não permitiria sofrimentos a quem não os merecesse.

Como então, encontrar a felicidade, ao menos relativa, neste mundo de provas e expiações?

Simplificando a vida, renunciando o que é supérfluo, adequando-se às suas condições financeiras, familiares, profissionais, físicas, intelectuais, etc.

É preciso diferenciar as necessidades materiais em essenciais e interessantes ou supérfluas. Seremos infelizes se não possuirmos o necessário, roupa, alimento, emprego, e para isso é preciso lutar para tê-los.

Trabalhemos, portanto.

O trabalho para o bem transforma-se em felicidade, ocupa a mente.

As aflições têm por objetivo trabalhar nossos potenciais, desenvolver nossa plenitude. Como saber se temos capacidades, se não passamos por testes e avaliações?

Podemos vencer as aflições possíveis de serem vencidas e exercitarmos a resignação para aceitar o inevitável.

Portanto as aflições não são castigo Divino, e sim testes e aprendizado.

Diante de uma aflição é preciso evitar queixumes, lamentações. No Evangelho, Cap. V, 18, há ensinamentos sobre a postura diante do sofrimento. É instrução sobre o bem e o mal sofrer.

De nada vale sofrer revoltado ou em forma de vítima. Muitos nem mesmo reclamam, mas possuem uma postura mental de derrotados, vítimas sofredoras, que atraem cada vez mais vibrações negativas para si.

Diante de um sofrimento, coragem, confiemos em Deus, esperemos mais de Deus, sejamos pacientes e perseverantes.

Artigo RCE nº 04

PAZ E LUZ!


domingo, 23 de agosto de 2009

Onde está a nossa fé?



Podemos, de uma forma bem simples, entender a fé como a certeza de que Deus nos ama e que tudo que a vida nos apresenta é para nosso bem. Quantos discursos já não ouvimos em nome do poder de um pensamento positivo? Quantos artigos e livros já não lemos discorrendo sobre o poder da mente? Quantas e quantas vezes não ficamos demoradamente a refletir sobre essa força maravilhosa da fé? E, assim mesmo, quantas vezes nos falta esse sentimento quando nos deparamos com as dificuldades!


Não falo em nome de todos, isso é óbvio, mas acredito que para um grande número de pessoas isso acontece; a falta de fé.


A fé e o espiritismo


Aprendemos na doutrina espírita que nascemos, ou melhor, renascemos neste planeta para continuarmos nossa evolução espiritual. Isso quer dizer que aqui estamos para aprendermos novas lições, reaprendermos as não assimiladas, para conhecermos e superarmos nossas fraquezas, consolidarmos nossas virtudes, nos reabilitarmos perante aqueles que prejudicamos (nesta ou em outra encarnação) e perdoarmos quem nos agride, entre tantos outros propósitos que poderíamos enumerar. Observando a vida dessa forma, fica mais fácil compreendermos que, com tantas atividades inerentes ao nosso aprendizado, é natural que, de vez em quando, tenhamos alguns contratempos, alguns dissabores, desilusões e outros tipos de “dores”, como também teremos momentos de grande alegria e prazer. O tempo e a intensidade do nosso sofrimento ou prazer estará sempre relacionado com nossa forma de “sentir a vida”.
Já percebeu como reagimos de forma diferente aos acontecimentos ou situações da vida? Tomemos como exemplo um dia frio e chuvoso de inverno. Talvez um de nós diga que o dia está cinzento e feio e que fica muito triste num dia assim, enquanto outro possa sentir-se confortável e propenso a reflexões e ajustes no seu trabalho ou vida particular, e sinta até uma grande paz. Se perguntássemos a mais pessoas, outras opiniões divergiriam das nossas com toda a certeza.
Os “problemas” da vida se processam da mesma forma, pois dificuldades todos nós temos, momentos de incertezas, de dor, de inquietações são comuns a todos nós, só que a maneira de reagirmos a eles é que diferem. É a força da nossa fé que vai fazer com que o sofrimento dure um maior ou menor tempo, e ainda, se ele existirá ou não.


Deus em nós


Podemos, de uma forma bem simples, entender a fé como a certeza de que Deus nos ama e que tudo que a vida nos apresenta é para nosso bem, tudo mesmo. Compreendendo a vida atual como uma sala de aula e nós como alunos aplicados, fica fácil entender que quanto mais nos aplicarmos aos estudos, mais fácil ficará o aprendizado e mais tranqüila as provas de conhecimento. Falar, bem sei que é fácil, mas, ter a confiança de que somos orientados e conduzidos por mãos hábeis e bondosas não é impossível, pois precisamos analisar se acreditamos ou não em Deus.
Cada um de nós deve ter uma concepção diferente de Deus, mas seja ela como for, é de grande importância que nos habituemos a sentir a presença Divina em todos os momentos; tanto nos de alegria como nos de tristeza, nos de paz ou de guerra; quando estivermos agindo bem e quando não estivermos também. Se vivermos de acordo com a base religiosa que todos nós temos, se colocarmos realmente em prática o “seja feita a Tua vontade”, viveremos então com fé e sentiremos a Presença Divina em nós.
A observação das leis da vida é muito importante, mas é na prática delas que conheceremos seus resultados, e já que todos nós entendemos o valor da fé, façamos nosso dever de casa vivendo com entusiasmo e com a certeza de que a paz, o amor e a alegria são nossa meta final.



Escrito por Humberto Pazian - RCE21


PAZ E LUZ!