quarta-feira, 11 de julho de 2012

Evangelização Infantil



Hoje se destaca o Centro Espírita como Escola de Espiritismo, quando o futuro acena para que ele se promova à condição de Escola do Espírito.

Uma pergunta que todos os educadores precisam fazer a si mesmos é: O que significa educar, para mim? Ensinar o que está nos livros? Impor minhas ideias? "Doutrinar"? Moldar comportamentos? Oferecer perspectivas? Provocar reflexões?

A Educação Espírita tem, como objetivo principal, a emancipação do ser humano baseada na percepção e compreensão da sua própria natureza espiritual.

Não se trata de transformar crianças em espíritas. Trata-se de torná-las pessoas felizes, realizadas, conscientes das leis da vida e da sua função no Universo.

Para isto, é necessário considerar o educando em todos os aspectos interligados de seu Ser: espiritual, moral, mental, emocional, físico-energético, social.


É necessário desenvolver um tipo de trabalho que inclua todas estas dimensões do Ser; que relacione conceitos, sentimentos e prática; que seja atual e interdisciplinar e adaptado a cada realidade, sem perder-se de seus princípios norteadores.

Educação Integral (por Rita Foelker)


Mensagem da Federação Espírita Brasileira

O que se faz, na área da infância e juventude, no Brasil, sob a denominação de Evangelização Espírita Infanto-Juvenil, é a transmissão do conhecimento espírita e da moral evangélica pregada por Jesus - que foi apontado pelos Espíritos superiores, que trabalharam na Codificação, como modelo de perfeição para toda a Humanidade. (KARDEC, Allan. "O Livro dos Espíritos". Trad. de Guillon Ribeiro. 60. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1984. Questão 625, p. 308.).

O Currículo adotado tem seu conteúdo programático calcado na obra básica e constitui um curso de Espiritismo que se desenvolve ao longo dos anos de sua duração. Como a preocupação não é somente com a transmissão de conhecimentos, mas, sobretudo, com a formação moral, e como a formação moral se inspira no Evangelho, parece-nos muito apropriada à denominação de "evangelização espírita" dada a essa tarefa, por expressar, na sua abrangência, exatamente o que se realiza em nossos agrupamentos de crianças e jovens.

O ensinamento espírita e a moral evangélica são os elementos com os quais trabalhamos em nossas aulas. Esses conhecimentos são levados aos alunos através de situações práticas da vida, pois a metodologia empregada pretende que o aluno reflita e tire conclusões próprias dos temas estudados, pois só assim se efetiva a aprendizagem real.

As aulas são realizadas num ambiente de descontração, como recomenda a Didática moderna, sem misticismo, com respeito e grande aproveitamento, pois o aluno participa, questiona, se informa, dirime dúvida, reflete e conclui.

As aulas prevêem ainda situações de aprendizagem em que o aluno é convocado a opinar quanto à prática dos ensinamentos evangélico-doutrinários que, segundo Kardec, determinarão uma grande melhora no progresso moral da Humanidade.

O Evangelizador é muito mais que um monitor, é o companheiro, o amigo, o conselheiro, aquele que dá vida e dinamismo à aula, aquele que impregna os conteúdos da lição com o calor da certeza que tem na tarefa que realiza. Não é um mero transmissor de informações. Os conhecimentos por ele veiculados guardam a pujança da sua fé e do seu ideal. Vale-se dos recursos técnico-pedagógicos indispensáveis, mas utiliza o amor como técnica por excelência.

Os evangelizadores espíritas, cada vez mais conscientizados da importância do seu trabalho, estudam a Doutrina Espírita, aprofundando conhecimentos doutrinários, e se aperfeiçoam ou se preparam em técnicas de ensino, para melhor atender as exigências do processo ensino-aprendizagem. Tecnologia, conhecimento espírita e evangélico, dedicação, consciência da necessidade de auto-aperfeiçoamento são os pré-requisitos que o evangelizador espírita sabe que deve adquirir para o bom desempenho de sua tarefa.

Não há mais dúvida de que a evangelização espírita da criança e do jovem tem por objetivo a formação moral das novas gerações, embasada nos ensinamentos do Espiritismo e do Evangelho. Também isto não constitui novidade para aqueles que têm acompanhado o esforço de quantos se dedicam a esse mister.
REVISTA CRISTÃ DE ESPIRITISMO.
PAZ E LUZ!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Por que somos tão vampirizados energeticamente?


Não temos como negar, na maioria dos dias, ao final da tarde, normalmente nos sentimos esgotados. É comum vir aquele cansaço, aquela tensão, até uma dorzinha de cabeça e mal estar estomacal. Também vem a falta de paciência e o desânimo. O motivo: estamos exauridos de energia, ou melhor, dizendo, fomos sugados. Qual é a causa para tantas perdas de energia? Por que somos tão vampirizados na nossa rotina de vida?
São muitos os fatores que podem promover os roubos energéticos, mas alguns são mais marcantes, logo significativos.
Antes de tudo, é importante dizer que o corpo físico humano só existe e se mantém graças a uma força vitalizadora essencial que alguns chamam de fluido vital, outros de prana ou simplesmente Ki. São muitos os nomes dados ao longo da história da humanidade, mas o fato principal é que somos energia.

A força vital que nos alimenta recebe influência direta dos pensamentos e sentimentos que desenvolvemos durante o dia, e é aí que residem os principais detalhes a serem observados quando o assunto for roubo de energia.

Pensamentos e sentimentos ruins prejudicam intensamente a qualidade da energia que abastece o campo de energia humano. Da mesma forma, pensamentos e sentimentos positivos promovem a manutenção desta bioenergia...
O problema é que somos seres muito emocionais, o que quer dizer, que facilmente entramos de cabeça em uma ou outra emoção intensa, e estas por sua vez, são como fogos de artifícios que explodem, expandem-se e movimentam-se freneticamente. Quando essa explosão de emoções acontece, seja pelo motivo que for, há um consumo excessivo de energia vital e a bioenergia humana se desequilibra. Então, junte todos esses acontecimentos do dia, enumere-os um a um, e perceba que esses eventos são muito comuns na vida da esmagadora maioria das pessoas deste mundo.
Seu time perdeu nos pênaltis, você sente um estado de nervoso... Você se desgasta.
Você assiste a uma notícia muito ruim na televisão e sofre com isso... Você se desgasta.

Você sente raiva no trânsito... Você se desgasta.

Você sente medo de não conseguir pagar as suas contas... Você se desgasta.

Você se chateia com um amigo, parente ou cônjuge... Você se desgasta.

Você julga o comportamento alheio, faz muitas críticas... Você se desgasta.

Você reclama da vida, do seu cabelo, do seu cansaço... Você se desgasta.

Todos esses eventos comuns na vida da maioria das pessoas são os principais responsáveis pelo estado de exaustão energética que normalmente nos encontramos ao entardecer. Este fator contribui muito para o aumento da intolerância, do estresse, da raiva, da falta de amor e das doenças físicas e emocionais no mundo.

Mas a principal causa de tudo isso é o esquecimento... Esquecer quem somos, de onde viemos e qual a nossa missão aqui na Terra. Ter emoções é humano! Mas aprender a controlá-las também é uma habilidade humana de uma pessoa que esteja em sintonia com ela mesma, com a sua essência ou Eu interior.

Não podemos mais viver no "piloto automático", sem pensar nossos propósitos e sem cuidar da nossa alma. Podemos nos encontrar com a nossa essência no banco do trem, avião ou metrô, na fila de um banco e até mesmo em pequenos intervalos de um ou dois minutos que temos antes e depois das refeições.

Não devemos fechar os olhos apenas para dormir, mas para olhar para dentro. Precisamos aprender a ouvir o que a nossa essência fala. E ela fala!

Podemos dar inúmeras dicas que são incríveis para reverter esse processo de exaustão energética, ou como dizemos na comunidade espiritualista, vampirismo energético. Mas a principal dica, ou melhor, a causa raiz do problema é que deve ser observada: o esquecimento de quem somos e da nossa essência.

Volte-se para você durante o seu dia, ouça a voz da sua consciência, respire fundo alguns minutos, eleve-se a Deus, faça uma oração do seu jeito e desenvolva a gratidão.

Se você tomar essas práticas como uma rotina, em uma semana você já será uma nova pessoa. Pode fazer o teste!



Escrito por Bruno Gimenes

PAZ E LUZ!

domingo, 1 de julho de 2012

Reflexão, vida e felicidade


Olá! Como vai o seu coração?
Gostaria de aproveitar esses escritos para conversar um pouco com você. Às vezes estamos tão atarefados com o mundo à nossa volta, que esquecemos de olhar para o nosso próprio interior, esquecemos de viver a nossa própria vida. Gostaria, portanto, que nesse momento, enquanto você corre os olhos pelas palavras aqui escritas, se despojasse de toda e qualquer preocupação. Ao menos por alguns minutos, peço a você que se esqueça do mundo à sua volta, dos problemas do dia-a-dia, das ocupações que lhe tomarão o tempo a seguir. Nesse instante, entregue seu corpo e alma a esse pequeno texto, deixando-o falar com o mais profundo de sua consciência.

Nosso planeta é um lugar muito interessante. Suas formações são de uma beleza tão incrível que se torna quase impossível passar ileso por certos eventos, como um pôr-do-sol, uma noite enluarada, um céu estrelado, um arco-íris que cruza o firmamento. Eu disse quase, pois não é raro que tais acontecimentos passem despercebidos, ignorados.

Hoje em dia, vivendo em nossas cidades de concreto, muitos não são capazes de notar a beleza do lugar onde estamos. Esquecem que mesmo com todas as formas de poluição, com toda a devastação e com todos os edifícios que o "progresso" ergueu perante nossos olhos, a natureza dá ainda seu espetáculo. O pôr-do-sol continua sendo belo, ainda que envolvido por um horizonte cinza. A Lua continua formosa em sua viagem noturna, ainda que o brilho da cidade tente ofuscar sua maravilhosa luz...
Desejo agora que você, meu amigo, pense por alguns instantes e responda sinceramente: quando foi a última vez que foi capaz de se encantar com o brilho das estrelas, com a dança das nuvens e com o olhar radiante das pessoas que por seu caminho passam?  Quando foi a última vez que você dirigiu seu olhar ao mundo, e pôde dizer em seu íntimo: "Como é bom estar aqui!"? Quando foi a última vez que você repassou sua vida em pensamento e foi capaz de dizer honestamente: "Eu sou feliz!"?

Vivendo na correria das grandes cidades, tais questionamentos praticamente não têm vez. Enquanto estamos ocupados em acordar cedo, ir ao trabalho, estudar, comer, enfim, sobreviver, deixamos a vida em si passar a nosso lado. Pensamos ingenuamente: "Ah, daqui a pouco eu a alcanço. Trabalho duro agora, mas quando me aposentar vou poder viver muito bem!". E assim prosseguimos adiando a felicidade e deixando de viver a vida em si, passando a viver em função de um futuro.

Pense bem amigo, o que tem feito de sua vida? Nesse exato instante, volte a consciência para o seu dia-a-dia, para a rotina que sucede seu acordar, e responda a essa simples questão: Você é feliz? Não deixe para refletir sobre isso mais tarde, em alguma outra hora. Essa hora já passou, já estamos todos atrasados! É feliz ou não?

Pense sobre o que te move nesse dia-a-dia. O que faz com que você acorde na hora em que acorda, e faça as atividades que faz? O que faz com que você vá ao trabalho, à faculdade, à escola e a todos os outros lugares por onde passa em seu ir-e-vir? E antes que responda: "Porque preciso de dinheiro, preciso pagar as contas, preciso alimentar meus filhos, etc...", pense um pouquinho mais além e questione seu íntimo: "Por que preciso de dinheiro? Por que preciso pagar as contas? Por que preciso trabalhar tanto?". E, por favor, não pare por aí, mas siga além, questionando o porquê de cada resposta, buscando assim a raiz de cada ato por você realizado.

Perceba por você mesmo! Veja o que busca, o que te trouxe a esse planeta, o que fez com que você esteja aqui nesse preciso lugar e nesse exato instante. E se, no final, a única resposta que puder me dar for "para conseguir ser feliz", aí meu amigo, pode ter certeza de que você tem pela frente um grande caminho de reflexão.

Não há dúvidas de que buscamos em nossa convivência diária uma felicidade plena. Enquanto trabalhamos, estudamos, ou seja lá o que fizermos, estamos em busca de conhecimento, dinheiro e oportunidades, os quais poderão suprir as nossas necessidades (se é que essas necessidades são realmente nossas), fazendo assim com que possamos nos sentir bem, ou seja, sermos felizes.

Se o final de tudo isso, se o objetivo de toda essa complexa estrutura de que fazemos parte é sermos felizes, há certamente algo de errado com nosso dia-a-dia. Se deixamos de ser felizes para entrar na correria do mundo cotidiano (correria esta cujo objetivo é no final trazer a felicidade, fazer com que nos sintamos bem), deparamo-nos então com um grande paradoxo: vivemos para sermos felizes, mas abdicamos dessa felicidade para participar de um processo que na verdade busca a felicidade. Há algo errado, não?

Portanto, meu amigo, pense novamente sobre sua vida, sobre o modo como acorda de manhã, sobre o que sente quando vai ao trabalho, à escola ou a qualquer outro lugar.
Se quando o despertador toca você sente vontade de desligá-lo e continuar dormindo. Se em seu peito floresce certo desânimo por ser "obrigado" a mais um dia de trabalho. Se o viver diário não é mais um viver, mas uma obrigação. Então, meu amigo, é hora de rever a sua vida, seus valores, suas motivações.

A felicidade não precisa ser um objetivo distante, mas pode ser fruto do próprio processo. E quando conseguirmos realmente VIVER esse processo, acordando felizes por mais um dia que se faz presente - por podermos  trabalhar (entendendo o porquê da escolha pelo trabalho), estudar, aprender, sorrir e viver - não haverá mais preocupação, pois não haverá mais um futuro distante. Viveremos o processo, viveremos o instante, viveremos a própria felicidade. Esta, por sua vez, deixará de representar um mero ideal, passando a ser o próprio caminho.

Para finalizar, deixo aqui algumas palavras de um amigo que disse certa vez: "Aquele que deita o corpo no leito sem se lembrar de agradecer à vida por mais um dia de oportunidades, já é um zumbi antes mesmo de apagar".
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Gustavo Mormesso de Abreu é graduando em psicologia pela Universidade Mackenzie e dedica-se ao estudo de temas ligados à Ciência, Filosofia e Espiritualidade.

PAZ E LUZ!